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Consórcio de máquinas e implementos agrícolas cresce mais de 65%

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A produção brasileira de grãos para 2020 deverá ser recorde ao atingir 243,2 milhões de toneladas

“A projeção de aumento das áreas produtivas e a necessidade de mais máquinas para plantio e colheita, certamente terá a presença do consórcio no agronegócio

O recente anúncio do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre a safra recorde, prevista para 2020, com produção de 243,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, animou o mercado do agronegócio e gerou expectativa também para o consórcio de máquinas e implementos agrícolas.

Recente pesquisa, feita pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, perante as administradoras associadas que atuam no segmento [inserido no setor de veículos pesados], mostrou a situação e a evolução do número de participantes ativos.

De março de 2015 até dezembro do ano passado houve crescimento de 65,9% no total de consorciados, correspondendo a uma ascensão de 69,5 mil para 115,3 mil. Do total anotado, 74,9 mil eram pessoas físicas, equivalentes a 65%, enquanto as jurídicas corresponderam a 35%, com 40,4 mil.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, "O constante crescimento do consórcio de máquinas e implementos agrícolas deve-se a vários fatores. Entre eles, um importante para quem planta, está na condição diversa das disponibilidades das linhas de crédito rural que, por vezes, têm limitações de prazos e critérios. Em contrapartida no consórcio, por se tratar de autofinanciamento, há, a qualquer tempo, a possibilidade de adesão a grupos em constituição ou em andamento com prazos variados de duração e acesso às mais diversas opções de valores de créditos desejados".

Safra após safra, independente da cultura, de forma simples e acessível aos planejamentos no agronegócio, a modalidade adequa-se às metas do produtor.

No levantamento, a taxa média mensal dos consórcios apurada foi 0,110% ou 1,3% ao ano, com prazos médios de duração de grupos em 115 meses, representando custos finais bastante inferiores aos praticados no mercado, uma das vantagens para quem adere.

Com crédito médio de R$ 201 mil, o resultado apontou valores de créditos praticados entre R$ 80 mil e R$ 459 mil, ratificando a importância do mecanismo nos mais diversos tipos de agronegócio, especialmente para aqueles que planejam ou pretendem comprar máquinas e equipamentos móveis e fixos de forma mais econômica, com mais tecnologia embarcada e que proporcionem mais lucratividade.

Vale ressaltar que, com os créditos disponibilizados, os contemplados adquiriram tratores de rodas e esteira, seguidos dos implementos agrícolas/rodoviários, colheitadeiras e cultivadores motorizados.

Com a expectativa para a possível safra recorde para 2020, divulgada pelos analistas, os itens soja, feijão, arroz, algodão, café e milho são os mais indicados como líderes das commodities agrícolas brasileiras.

"Com a projeção de aumento das áreas produtivas e a consequente necessidade de mais equipamentos para plantio e colheita, certamente o consórcio estará presente e poderá ser um dos propulsores do agronegócio e do respectivo crescimento da economia brasileira", adianta Rossi. "Em razão das peculiaridades e das vantagens do Sistema de Consórcios para a agricultura, justificado por baixos custos, prazos longos e, principalmente, diversidade nas formas de pagamento, as expectativas são otimistas, com destaque ainda para as diversos tipos de máquinas ou implementos, independentes de serem de pequeno ao grande porte, possíveis de consorciar", completa.

FORMAS DE PAGAMENTOS DIFERENCIADAS

Para o agronegócio, em seus diversos tipos de culturas e nas variações de épocas de semeadura e colheita, tanto na mono como na policultura, e também na pecuária, há diversas formas de pagamento das parcelas dos consórcios:
1 - Pagamentos normais;
2 - Pagamentos por safra - pagamentos anuais;
3 - Pagamentos por safra - adiantamentos - pagamento trimestral ou semestral; e
4 - Meia parcela (reforço trimestral ou semestral).

No final de dezembro havia 335,08 mil consorciados ativos no setor de veículos pesados, sendo que 33,3% tinham como objetivo a aquisição de bens vinculados ao agronegócio.

"A estratégia de planejamento a médio e longo prazos, prática básica do setor, tem levado o produtor rural e as empresas do segmento a priorizarem tecnologia embarcada com mecanismos de autofinanciamento como o consórcio. O objetivo continua sendo reduzir custos finais capazes de agregar lucratividade e obter resultados competitivos ao participar dos mercados externo ou interno", finaliza Rossi.