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Indústria brasileira do aço aposta retomada em 2020: crescimento de 5,3%, diz IABr

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Depois de um 2019 abaixo das expectativas. A produção de aço ano que vem deve chegar a 34,2 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas devem ter aumento de 5,1%, somando 19,4 Mt. Já o consumo interno tem estimativa de crescimento de 5,2%, com volume de 21,8 Mt.

O desempenho da economia em 2019 frustrou as expectativas, fazendo com que a esperada retomada do crescimento não ocorresse na velocidade e intensidade desejadas. Mercado interno deprimido no primeiro semestre, mercado externo em turbulência associado aos problemas enfrentados no abastecimento de minério de ferro, devido à tragédia de Brumadinho, levaram a indústria brasileira do aço a apresentar resultados abaixo das previsões.

Dados divulgados no dia 05 de dezembro (quinta-feira), durante a coletiva de imprensa do Instituto Aço Brasil (IABr).

As estimativas do Instituto Aço Brasil (IABr) para este ano são de queda nas vendas internas de 2,3% em relação a 2018, somando 18,5 milhões de toneladas, e de 2,4% no consumo aparente, que deve atingir 20,7 milhões de toneladas. No tocante à produção, a indústria brasileira do aço deve ter queda de 8,2%, somando 32,5 milhões de toneladas este ano. As importações devem aumentar 2,1% em relação a 2018, totalizando 2,5 Mt e as exportações devem cair 6,7%, devendo atingir 13,0 Mt.

Em 2020, no entanto, a expectativa é de retomada — O Índice de Confiança da Indústria do Aço (*ICIA) de novembro atingiu 62,2 pontos, o maior patamar desde abril, quando o indicador começou a ser apurado. O indicador de expectativas para os próximos seis meses ficou em 68,8 pontos, o que aponta forte otimismo dos empresários do setor sobre o futuro. A produção de aço em 2020 deve crescer 5,3%, chegando a 34,2 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas devem ter aumento de 5,1%, somando 19,4 Mt. Já o consumo interno tem estimativa de crescimento de 5,2%, com volume de 21,8 Mt.

Aposta na construção civil, infraestrutura, óleo e gás e energia renovável — Esse otimismo baseia-se no fato de que a politica econômica do Governo vem assegurando as condições necessárias para que se tenha uma retomada do crescimento de forma sustentada. A aposta na construção civil, até então estagnada; a expectativa da retomada das obras de infraestrutura, e uma maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e energia renovável, consolidam essa percepção.

Exportações 

Ressalte-se, entretanto, apesar desse cenário, a necessidade absoluta da indústria brasileira do aço em incrementar suas exportações para melhorar o grau de utilização de sua capacidade instalada hoje em níveis extremamente baixos (64%).

Na mira o “custo Brasil” — Para tanto é necessário que seja corrigido o chamado “custo Brasil”, agora oficialmente mensurado pelo Governo, como também removidas as barreiras impostas às nossas exportações como aquela recentemente adotada pelo Governo americano (Seção 232)—conclui.

Índice de confiança da indústria do aço atinge o maior patamar desde abril — O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) atingiu 62,2 pontos em novembro de 2019. Esse é o maior patamar da série iniciada em abril de 2019. O ICIA de novembro cresceu 5,2 pontos na comparação com o apurado em outubro (57,0 pontos). O aumento da confiança ocorreu pelo quarto mês seguido, puxado principalmente pelas expectativas para os próximos seis meses. Valores acima de 50 pontos indicam confiança da indústria do aço. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança.

O índice que mede as condições atuais ficou em 49,0 pontos, praticamente na linha divisória de 50 pontos, e também atingiu o maior nível da série. Esse resultado se deu após aumento de 8,6 pontos na passagem de outubro para novembro. A maior confiança sobre a situação atual se deu pela percepção sobre o momento da economia brasileira. O indicador aumentou 6,6 pontos, para 62,7 pontos – também maior da série. Já o indicador sobre a situação atual das empresas entrevistadas continua apontando falta de confiança: indicador ficou em 42,1 pontos, abaixo, portanto, da linha divisória de 50 pontos.

O índice que mede as expectativas para os próximos seis meses ficou em 68,8 pontos. Na comparação com o mês anterior, houve elevação de 3,5 pontos. A melhora das expectativas ocorreu no indicador sobre a própria empresa entrevistada (indicador de 69,2 pontos), enquanto que para o indicador de expectativas sobre a economia brasileira houve leve deterioração (queda de 2,0 pontos, para 67,9 pontos), o que pouco altera o quadro de otimismo neste quesito.