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Cosan aguarda novo governo argentino após perdas da Raízen com congelamento de preço

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O conglomerado de infraestrutura e energia Cosan aguarda a mudança de governo na Argentina para ter uma avaliação mais precisa de eventuais novos impactos negativos do congelamento de preços dos combustíveis para a sua subsidiária Raízen Combustíveis, joint venture 50/50 com a Shell, disse um executivo.

A Raízen Combustíveis Argentina sofreu perdas com estoques de 55 milhões de dólares no terceiro trimestre, devido ao congelamento decretado pelo governo em agosto de 2019, informou a Cosan, que na véspera divulgou seu balanço trimestral.

Em teleconferência com investidores, na qual a Argentina esteve no foco das questões dos analistas, o gerente-executivo de Relações com Investidores da Cosan, Phillipe Casale, disse que a empresa não sabe qual será a situação política e macroeconômica na Argentina, após a posse do peronista Alberto Fernández, em 10 de dezembro.

De acordo com o executivo, a Raízen vai “otimizar” as operações na Argentina, de acordo com o ambiente político.

Casale disse que o mercado na Argentina não está sofrendo tanto em termos de volume, mas ressaltou tudo vai depender de como ficará o mercado de combustíveis com o novo governo.

É difícil oferecer previsões para o quatro trimestre, comentou o executivo, acrescentando que os preços estão sendo descongelados gradualmente em novembro.

A empresa informou ainda que, apesar do agravamento do cenário político-econômico na Argentina, o volume total de vendas no terceiro trimestre foi 14% superior ao segundo trimestre.

A Raízen concluiu em outubro de 2018 a aquisição dos ativos de downstream da Shell na Argentina, por 916 milhões de dólares, ficando com uma rede de centenas de postos, uma refinaria, uma planta de lubrificantes, entre outros ativos.

Sobre o processo de alienação de refinarias pela Petrobras no Brasil, o executivo da Cosan disse que a empresa avalia eventuais oportunidades de negócio. A estatal de petróleo quer vender cerca de metade de sua capacidade de refino no país.

A ação da Cosan operava em baixa de quase 5% nesta terça-feira, por volta das 12h40, enquanto o Ibovespa caía 1% no mesmo horário

Açúcar 

A Cosan informou na véspera lucro líquido ajustado de 460,8 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 166,5% ante o mesmo período do ano passado, em função principalmente dos melhores resultados operacionais da distribuidora de gás Comgás e da Raízen Energia, que atua na produção de açúcar e etanol e cogeração de energia e que também integra a joint venture com a Shell.

A moagem de cana da Raízen Energia, maior produtor global de açúcar e etanol de cana, totalizou 26,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre (+10%), com recuperação de 4% na produtividade do canavial, compensando o atraso do início da safra 2019/20, disse a Cosan, que estimou a moagem de cana de cana da empresa na safra 2019/20 entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas, estável ante previsão anterior.

Para a próxima safra, disse Casale, a Raízen tem visto boas oportunidades de travar os preços do açúcar com uma maior rentabilidade em reais, uma vez que várias consultorias estão indicando que os principais países produtores devem reduzir sua produção nos próximo meses.

Segundo ele, a Raízen já travou de 50% a 60% das vendas de exportação de açúcar para a safra futura (2020/21), a preços de 60 centavos de reais por libra-peso, valor médio que está quase 10% acima do registrado na safra anterior.