WHAT'S NEW?
Loading...

EMPREGOS: Equinor investirá 15 bilhões de dólares em infraestrutura para gás no Brasil

Resultado de imagem para Equinor  GAS BRASIL

A petroleira norueguesa Equinor está estudando locais no litoral brasileiro para instalar nova infraestrutura de gás natural, em um processo desafiador que pode sinalizar caminhos para a indústria que busca ampliar a produção da commodity no Brasil, disse a presidente da empresa no país afirmou para agência de notícias Reuters.

Isso acontece enquanto a companhia se prepara para colocar em operação campos marítimos com grande quantidade de gás nos próximos anos, ao mesmo tempo em que volta suas atenções para o megaleilão de novembro no pré-sal, cujo bônus foi avaliado como “muito alto”.

Em entrevista, Margareth Øvrum disse ainda que a descoberta de gás e condensado chamada Pão de Açúcar, da Equinor, poderá iniciar produção em meados da década de 2020, tornando-se provavelmente o primeiro grande campo marítimo focado em gás a entrar em operação no Brasil sob a operação de uma petroleira estrangeira.

Por isso, outras empresas estarão assistindo de perto a experiência da Equinor, uma vez que a infraestrutura de escoamento de gás de campos marítimos é mais complexa que a de petróleo, devido à dificuldade de manipular o insumo. Até hoje, apenas a Petrobras conduziu iniciativas desse tipo no Brasil.

“Estamos avaliando diferentes oportunidades para levar o gás à costa”, disse Øvrum à Reuters, no escritório da empresa com vista para a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, evitando dar sinais mais claros sobre as soluções que poderão ser escolhidas.

“Devemos ampliar um terminal? Construímos um novo? O que faremos sobre os líquidos de gás natural?”, comentou ela.

A empresa está em conversas semelhantes a respeito de seu campo de Carcará, onde a previsão é iniciar a produção da “primeira fase” em 2023 ou na primeira metade de 2024, disse ela.

A empresa, que planeja investimentos de cerca de 15 bilhões de dólares até 2030 no Brasil, ainda não decidiu quando começará a segunda fase, acrescentou, mas isso também pode envolver a construção de infraestrutura de gás natural.

“Estávamos avaliando diferentes oportunidades para conectá-lo a alguns campos próximos. Mas, você sabe, era muito caro, então não daria certo”, disse ela sobre a primeira fase de Carcará, que irá reinjetar todo o gás.