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Estatal vai demitir 1.041 funcionários

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Em meio à discussão sobre o processo de privatização do sistema Eletrobras , a subsidiária da estatal Furnas Centrais Elétricas apresentou um plano para a demissão dos 1.041 funcionários contratados ou terceirizados que atuam na companhia. O plano faz parte de um programa de demissão para reduzir o quadro de funcionários dos atuais 4 mil, sendo pouco mais de mil terceirizados, para 2.751.

Na última terça-feira, representantes dos trabalhadores se reuniram para discutir a proposta de indenização para quem quiser aderir ao programa. A companhia sugere que parte da compensação seja feita com pagamento de cursos de capacitação para que eles tenham mais chance de se recolocar no mercado de trabalho. Outro benefício previsto nos acordos é a indenização do plano de saúde.

— Furnas ofereceu indenização correspondente a 70% do que a empresa acha que o trabalhador tem direito e, se aceitar acordo, o contratado abre mão de qualquer reclamação posterior na Justiça e assina um acordo de quitação total com a empresa — disse Igor Israel da Silva, membro do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) e funcionário contratado de Furnas.

O funcionário ressalta que os trabalhadores fazem parte de uma mão de obra especializada e altamente qualificada, alguns com 25 anos de casa. Para ele, a demissão dos funcionários compromete a operação e a manutenção das usinas e subestações, colocando em risco o abastecimento de energia elétrica para o país. 

Segundo Silva, essa força de trabalho representa, por exemplo, 40% do quadro de funcionários da usina hidrelétrica de Itumbiara, em Goiás, uma das maiores de Furnas, além de operarem remotamente a usina de Corumbá, também em Goiás, e Manso, no Mato Grosso. Os contratados também fazem parte do quadro de operações da interligação das usinas nucleares de Angra dos Reis, no Estado do Rio, ao sistema elétrico e integram parte das equipes das linhas de transmissão são de contratados.

Por meio de nota, Furnas informou que implementará o acordo com transparência e respeito aos direitos dos trabalhadores e sem prejuízo à operação e gestão dos negócios da companhia.