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Engie destaca importância da estocagem no desenvolvimento do mercado de gás natural

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Gustavo Labanca, CEO da TAG e membro do Comitê Executivo da Engie Brasil, diz que armazenamento reforça flexibilidade na geração de energia e permite melhor suprimento a térmicas, complementando fontes renováveis.

O CEO da TAG, Gustavo Labanca, defendeu na última semana que o Brasil crie um marco regulatório para a atividade de estocagem de gás natural, um segmento importante no desenvolvimento e na abertura do mercado de gás natural no país. A TAG é controlada pelo grupo ENGIE, que tem na infraestrutura do gás uma de suas principais linhas de negócio.

A estocagem permitirá uma maior integração com o setor elétrico e reforça o suprimento às termelétricas, usinas que são necessárias para uma maior flexibilidade do sistema de geração de energia, afirma Labanca, que fez uma apresentação na Rio Pipeline, evento do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Isso porque, segundo Labanca, a produção de gás do pré-sal é contínua e está associada ao petróleo, sem a possibilidade de ser interrompida. Já as térmicas entram em operação a fim de complementar as fontes renováveis intermitentes, cuja geração de energia não é constante, tais como solar, eólica e hidrelétrica.

Para promover a estocagem de gás, afirma o executivo, é necessária uma regulamentação para ter acesso a informações dos campos de óleo e gás já totalmente explorados — depletados, em linguagem técnica.“Há um potencial grande, sobretudo em campos terrestres no Nordeste e Espírito Santo, mas os investidores precisam ter acesso aos dados sobre a geologia desses reservatórios exauridos para identificar se são apropriados para estocagem. O gás armazenado pode ser utilizado para geração térmica em períodos de menor disponibilidade de geração de fontes renováveis, ajudando no planejamento do setor elétrico, inclusive na questão dos custos”, ressaltou Labanca.

O CEO da TAG ressaltou ainda que os investimentos da ENGIE no segmento de gás estão em linha com o pilar da companhia de ser líder global na transição energética para uma economia de baixo carbono e reforçou a experiência internacional nesse mercado. “Estamos contribuindo muito no debate de abertura no mercado de gás. Operamos uma rede de cerca de 37 mil km no mundo. É mais do que o triplo da malha brasileira, de cerca de 9 mil km no Brasil. Os números mostram quanto o país tem ainda por investir na expansão da sua rede”, afirmou.

A Engie foi responsável por um marco importante na abertura do setor de gás brasileiro, adquirindo da Petrobras a TAG, por R$ 33,2 bilhões, em consórcio com a investidora institucional global CDPQ. A ENGIE tem 58,5% do ativo; a CDPQ, 31,5%; e a Petrobras manteve 10% de participação.

Labanca disse que a Engie tem interesse, além do negócio de estocagem, na distribuição de gás natural, ramo no qual é uma das líderes mundiais.

O executivo apresentou ainda os outros negócios do grupo no Brasil, segundo país mais relevante no resultado operacional da ENGIE no mundo. Labanca destacou os investimentos em geração e transmissão de energia elétrica e soluções para clientes - iluminação pública, mobilidade urbana, geração solar distribuída, eficiência energética, entre outros.

Perfil — A Engie Brasil é a maior produtora privada de energia elétrica do Brasil, com capacidade instalada própria de 10.211MW em 61 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. A empresa possui quase 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de GEE, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa.

Com a aquisição da TAG, a Engie é agora também detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 km.

Além disso, o Grupo atua no Brasil na comercialização de energia no mercado livre e está entre as maiores empresas em geração fotovoltaica distribuída. A empresa possui ainda um portfólio completo em soluções integradas responsáveis em reduzir custos e melhorar infraestruturas para empresas e cidades, como eficiência energética, monitoramento e gerenciamento de energia, gestão de contratos de fornecimento de eletricidade, iluminação pública, sistemas de HVAC, telecomunicação, segurança e mobilidade Urbana. Contando com 2.300 colaboradores, a ENGIE teve no país em 2018 um faturamento de R$ 9.3 bilhões.

O Grupo é uma referência global em energia e serviços de baixo carbono. Para fazer frente às mudanças climáticas, Para fazer frente às mudanças climáticas, a ambição da ENGIE é se tornar líder global da transição para uma economia de baixo carbono para os clientes, em particular empresas e autoridades locais. A ENGIE se apoia nas suas atividades chave (energia renovável, gás, serviços) para oferecer soluções competitivas turnkey “as a service”. Com seus 160.000 colaboradores, clientes, parceiros e stakeholders, o Grupo é uma comunidade de Construtores Imaginativos, comprometidos a cada dia com um progresso harmonioso.

Receita em 2018: 60,6 bilhões de euros. O Grupo está cotado nas bolsas de Paris e Bruxelas (ENGI) e é representado nos principais índices financeiros (CAC 40, DJ Euro Stoxx 50, Euronext 100, FTSE Eurotop 100, MSCI Europe) e índices não-financeiros (DJSI World, DJSI Europe e Euronext Vigeo Eiris - World 120, Eurozone 120, Europe 120, France 20, CAC 40 Governance).