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Petrobras nega 'desmonte' e diz que precisa de dinheiro

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, negou nesta última terça-feira (13) que a venda de ativos da estatal represente um "desmonte" da empresa. Segundo ele, a Petrobras precisa de dinheiro para pagar uma dívida "gigantesca" e fazer investimentos.

Castello Branco deu as declarações ao participar de uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado.

"Não estamos desmontando a Petrobras, estamos investindo no que é bom para o Brasil", afirmou.

Nos últimos meses:

a Petrobras vendeu o controle da BR Distribuidora por US$ 9,6 bilhões;

também vendeu a Transportadora Associada de Gás (TAG) por R$ 33,5 bilhões;

decidiu vender oito refinarias;

o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto para abrir o mercado de gás natural;

também afirmou ter "simpatia" pela privatização da Petrobras.

Ao participar da audiência desta terça-feira no Senado, Roberto Castello Branco disse que a estatal paga US$ 7 bilhões por ano em juros para bancos e detentores de dívida.

Acrescentou que, se esses recursos fossem investidos na produção de petróleo, poderia construir complexos capazes de produzir 150 mil barris diários de petróleo.

Refinarias

Durante a audiência, Roberto Castello Branco foi questionado se a venda de oito refinarias da Petrobras pode levar ao aumento do preço do combustível, uma vez que as unidades passarão a ser controladas por empresas privadas.

O presidente da estatal respondeu, então, que as empresas perderão espaço no mercado se optarem pelo aumento.

"Se eles elevarem o preço do combustível, vão perder mercado como a Petrobras fez. Já existe uma infraestrutura de logística. Se eles elevarem o preço de mercado acima do preço de paridade de importação, vão sofrer concorrência da importação e vão perder mercado", enfatizou.

A primeira fase de venda das refinarias inclui:


Refinaria Abreu e Lima (PE)

Refinaria Landulpho Alves (BA);

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (PR);

Refinaria Alberto Pasqualini (RS).

Megaleilão de petróleo

Ainda na audiência no Senado, Castello Branco fez um apelo para que o Congresso Nacional aprove a PEC 98, que permite à União pagar à Petrobras a revisão do contrato da cessão onerosa.

Em 2010, a União e a Petrobras assinaram um acordo que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos (SP). À época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões.

A estimativa do governo federal, porém, é que a área pode render mais 6 bilhões de barris, e, diante disso, a União fará um megaleilão do volume excedente. A estimativa é que o megaleilão renda mais de R$ 100 bilhões.