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Petrobras estuda venda de termoelétricas e de gasodutos do pré-sal

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A diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, afirmou durante café da manhã com analistas de mercado na segunda (5) que a companhia estuda a venda de usinas termoelétricas e de rotas de escoamento de gás do pré-sal.

As informações constam em relatórios enviados a investidores nesta terça (6). Toda a diretoria da companhia, incluindo o presidente, Roberto Castello Branco, participaram do encontro.

A XP Investimento informou aos clientes que o plano considera a criação de uma subsidiária de geração de energia para concentrar o parque termoelétrico da Petrobras. A nova empresa poderia ser vendida por meio de uma oferta de ações (IPO) ao mercado.

Informações do relatório da XP foram publicadas pela Reuters.

O BB-BI, do Banco do Brasil, destacou que Anelise Lara citou a possibilidade de venda de gasodutos que fazem o escoamento da produção do pré-sal.

Atualmente, a Petrobras tem participação em três rotas — Rota 1, que conecta Lula, por meio do campo de Mexilhão, à unidade de processamento de Caraguatatuba (SP); Rota 2, que escoa a produção de Lula e outros campos até Cabiúnas (Macaé, RJ); e a Rota 3, em implantação, que será responsável pelo escoamento de Búzios e outros campos até a UPGN do Comperj (Itaboraí, RJ).

“A direção [da Petrobras] também reforçou a relevância dos desinvestimentos em curso, como refinarias, a Liquigás e campos em terra, tendo em cista que esses desinvestimentos permitem a companhia reduzir a sua alavancagem e focar em sua área mais lucrativas, os campos do pré-sal”, pontuaram os analistas do BB-BI.

Venda de UTEs é de interesse da Abegás


A saída da Petrobras do setor de gás natural e o acesso a sua infraestrutura de transporte e escoamento faz parte do acordo firmado com o Cade (o TCC). Mas os termos não tratam da venda de usinas termoelétricos, o que fez com que a Abegás pediu a inclusão desses ativos no programa de venda.

Em meados de julho, a Abegás, que representa as distribuidoras locais de gás natural, apresentou embargos ao TCC no Cade. Até o fim desta terça (6), o processo estava parado no conselho, sem nenhuma manifestação sobre as questões da Abegás.

A associação pede ao Cade a inclusão da venda de unidades de fertilizantes e usinas termoelétricas por entender que mesmo saindo da distribuição e do transporte de gás, a Petrobras permanecerá em uma posição dominante no mercado por ser a única fornecedora do energético. A estatal manter ativos consumidores de gás, na visão da Abegás, cria oportunidades para práticas comerciais discriminatórias.