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Gerdau lucra R$ 373 milhões nos primeiros seis meses de 2019

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A Gerdau encerrou o segundo trimestre de 2019 com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) — de R$ 1,6 bilhão. A margem Ebitda subiu de 14,6% para 15,5% refletindo a estratégia da Companhia de focar em ativos com maior rentabilidade nas Américas. A margem Ebitda da Operação de Negócio América do Norte, por sua vez, cresceu para 11,1% no período, em comparação com 9,2% no exercício anterior.

A assertividade do plano de desinvestimentos concluído pela Gerdau em 2018 também influenciou positivamente o lucro líquido, que totalizou R$ 373 milhões entre abril e junho de 2019, assim como o endividamento da Empresa. A relação entre dívida líquida e Ebitda diminuiu de 2,7x para 1,9x na comparação entre o final do segundo trimestre de 2019 e o mesmo período do ano anterior. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) atingiram R$ 354 milhões, seu melhor patamar na série histórica, representando 3,5% da receita líquida no segundo trimestre.

A receita líquida da Gerdau somou R$ 10,2 bilhões entre abril e junho, 16% a menos sobre o mesmo período do ano anterior em função da redução de 22% dos volumes vendidos, resultado da venda de ativos com menor rentabilidade: operações no Chile, na Índia e de grande parte das unidades de vergalhão nos Estados Unidos. Por sua vez, a variação cambial da moeda brasileira teve um impacto positivo na receita líquida.

“A indústria do aço mundial está passando pelo momento mais complexo desde 2016 devido à baixa demanda e ao alto custo das matérias-primas. Apesar disso, registramos, no segundo trimestre de 2019, a melhor margem Ebitda para este trimestre nos últimos onze anos, uma vez que a Gerdau passou a focar em um portfólio de ativos mais rentável. Continuamos seguindo uma estratégia de forte austeridade em custos e despesas alinhada à uma profunda transformação digital que visa sobretudo criar mais valor aos nossos clientes, reforçada pela decisão de agregar, em seu posto avançado no Vale do Silício, um fundo de venture capital próprio. Cabe destacar que, no segundo trimestre, concluímos os preparativos e a formação de estoque para a parada de manutenção do Alto-forno 1 da usina de Ouro Branco, que está ocorrendo entre os meses de julho e agosto. No Brasil, acreditamos que a agenda de reformas e medidas de estímulo à economia propostas pelo governo deve criar um cenário favorável para a recuperação dos mercados de construção civil e indústria. Neste contexto, a Gerdau está preparada para atender a demanda de aço à medida que o consumo voltar a crescer de maneira consistente”, afirma o diretor-presidente (CEO), Gustavo Werneck.

Investimentos alcançam R$ 424 milhões no segundo trimestre — Ao longo do segundo trimestre de 2019, a Gerdau investiu R$ 424 milhões em ativo imobilizado (CAPEX), sendo R$ 196 milhões em manutenção geral, R$ 96 milhões em manutenção de Ouro Branco e R$ 132 milhões em expansão e atualização tecnológica. Considerando os seis primeiros meses do ano, foram destinados R$ 729 milhões para as operações da Gerdau globalmente, principalmente dedicados à manutenção das unidades.

Pagamento de dividendos será realizado nos dias 28 e 29 de agosto de 2019: as empresas de capital aberto no Brasil — Gerdau S.A. e Metalúrgica Gerdau S.A — pagarão dividendos trimestrais, respectivamente, nos dias 28 e 29 de agosto de 2019. Serão pagos R$ 119 milhões para os acionistas da Gerdau S.A. (R$ 0,07 por ação) e R$ 43 milhões para os acionistas da Metalúrgica Gerdau S.A. (R$ 0,04 por ação).