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Peças de plataforma são vendidas como sucata no polo naval de Rio Grande

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A Ecovix, dona do Estaleiro Rio Grande, no polo naval do sul do Estado, confirmou, na última terça-feira (2/7), a venda como sucata de peças que dariam origem à plataforma de petróleo P-71.  Em recuperação judicial, a empresa não divulgou o valor do negócio.

As estruturas metálicas remanescentes da P-71 somam 37,7 mil toneladas, divididas em 30 lotes, arrematados pela empresa espanhola Movilex. O leilão ocorreu na quinta-feira (27/06).

A construção da P-71 havia sido formalizada em acordo com a Petrobras, mas a empresa rompeu o contrato com a Ecovix em 2016. Em março de 2018, a estatal confirmou que o casco da estrutura seria feito na China.

O leilão foi o terceiro envolvendo blocos da P-71. Agora, a Ecovix busca vender estruturas remanescentes da plataforma P-72, o que deve ocorrer em agosto. São cerca de 26 mil toneladas de peças.

A companhia projeta que o corte das estruturas das duas plataformas dure 12 meses e gere cerca de 400 empregos, entre diretos e indiretos. A intenção da empresa é limpar o estaleiro em Rio Grande para, em seguida, formar uma unidade produtiva isolada (UPI), prevista no processo de recuperação judicial.

Na prática, isso significa que a Ecovix terá de encontrar interessados na compra do complexo. Caso obtenha a aprovação de órgãos reguladores, a UPI poderá diversificar as operações no local, com atividades como movimentação de cargas e reparos de plataformas, segundo a companhia.