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Funcionários protestam contra venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia

Manifestação ocorre desde as 7h desta sexta-feira (19).  — Foto: Sindpetro / Divulgação

Cerca de mil funcionários da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada na cidade de São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, fizeram uma manifestação na última sexta-feira (19), contra o fechamento da unidade, anunciado em abril deste ano.

Conforme o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), a manifestação começou por volta das 7h, no Trevo da Resistência, que dá acesso a RLAM, e foi finalizada por volta das 10h30.

Além da Bahia, o que é produzido pela empresa atende a Sergipe, localidades nas regiões Norte e Nordeste do país, além de Argentina, Estados Unidos (EUA) e países da Europa. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), só em 2018, foram 77 milhões de barris dos 31 produtos diferentes produzidos pela unidade. A unidade foi criada em 1950.

Em abril de 2018, a Petrobras chegou a anunciar a venda de 60% da Refinaria Landulpho Alves (RLAM). No entanto, suspendeu a medida em julho, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que proibiu o governo federal de vender ações de estatais sem aval do Congresso Nacional. A venda total da refinaria foi anunciada pela empresa em abril deste ano. O processo de venda deve ser concluído em até um ano e meio.

Desde o dia 26 de abril, quando foi anunciado o fechamento, os funcionários tem se preocupado. Na época, a Petrobras informou que, em reunião, o conselho de administração da companhia decidiu reduzir a fatia da estatal na BR Distribuidora - atualmente em 71% - e vender oito refinarias das suas 13 refinarias. A lista de desinvestimento também inclui a venda da rede de postos da companhia no Uruguai.

Além dos funcionários, a venda da refinaria tem preocupado a prefeitura de São Francisco do Conde, com a possível queda econômica do município.

A refinaria é responsável por 82% dos R$ 37 milhões da receita mensal de São Francisco do Conde. Atualmente, a unidade tem três mil funcionários, sendo mil contratados e dois mil terceirizados.