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Construtoras encolhem 85% em três anos

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As maiores construtoras brasileiras, que estiveram no coração da Operação Lava-Jato, encolheram drasticamente num curto espaço de tempo.

Do auge vivido em 2015 até o fim de 2018, a receita líquida das líderes registra um tombo de 85%, de R$ 71 bilhões para R$ 10,6 bilhões, de acordo com levantamento realizado pelo jornal Valor Econômico com base nos balanços das companhias.

Esse time inclui Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, UTC Engenharia e Constran.

A OAS, que era a segunda maior desse ramo em 2015, ainda não publicou o balanço do ano passado e por isso não foi incluída no grupo.

Considerando a empresa e seus números até 2017, é possível verificar que em apenas dois anos, a receita despencou 75%, pois o volume faturado pelas oito maiores saiu de R$ 75,6 bilhões, em 2015, para R$ 18,3 bilhões, em 2017.

A explicação para a queda tão abrupta é um amálgama entre a própria Lava-Jato, que teve início em 2014, e a crise econômica nacional.

Mas, para completar, a situação das contas públicas sofreu grave deterioração e os orçamentos foram congelados, reduzindo os investimentos dos governos.

A crise desse setor, que levou ao encolhimento dos negócios, resultou também na perda de 1 milhão de empregos formais no Brasil, entre 2014 e 2019, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada e Infraestrutura (Sinicon).

O país inteiro, nesse período, teve redução de 2,6 milhões de postos formais – ou seja, esse ramo sozinho respondeu por quase 40% da perda de empregos.

A paralisação da economia nacional, em especial do investimento em infraestrutura, não permitiu um teste real sobre a sobrevivência desses negócios e, em especial, se o modelo de acordos de leniência serão suficiente para o perdão socioeconômico.

Dados do Sinicon apontam que o governo federal cortou pela metade os investimentos em infraestrutura. Em 2014, o total destinado a obras públicas superou R$ 100 bilhões e, no ano passado, ficou em R$ 53,7 bilhões.