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Petrobras recebeu nesta última terça-feira propostas bilionárias pela Liquigás, dizem fontes

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A Petrobras recebeu nesta última terça-feira (11) propostas bilionárias não vinculantes pela Liquigás Distribuidora, subsidiária da estatal  para a distribuição de botijões de gás, disseram três pessoas com conhecimento direto do assunto.

O prazo inicial para a entrega de propostas não vinculantes era 6 de junho, mas a Petrobras decidiu adiar a data até que saísse o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre seu programa de desinvestimentos.

Na quinta-feira da semana passsada, o Supremo decidiu que não é necessária a aprovação do Congresso para que a Petrobras venda suas  subsidiárias.

Entre os investidores financeiros interessados na aquisição estão os fundos de private equity Advent International Corp., Warburg Pimcus e CVC Capital Partners.

Os dois primeiros devem entregar suas propostas sozinhos, pelo menos na primeira fase do processo.

O CVC estava negociando com um parceiro estratégico para a entrega de proposta em consórcio, mas, se não  conseguisse um acordo, entregaria sozinho na primeira fase.

A empresa brasileira Itausa Investimentos Itaú SA está em negociação com a Copagaz para uma potencial oferta  conjunta, segundo duas fontes.

A Copagaz vinha buscando parceiros financeiros para uma oferta e conversou com outros fundos, mas as negociações  não avançaram, disseram as fontes.

Também está interessado no negócio o fundo soberano Mubadala Investment Co, que perdeu a compra da empresa de gasodutos TAG para a francesa Engie SA.

A empresa turca Aygaz, que participou do primeiro processo de venda da Liquigás, também continua interessada, segundo as fontes.

Petrobras, Advent, Warburg Pimcus, CVC, Mubadala, Aygaz e Itausa não responderam imediatamente aos pedidos de  comentário.

A Liquigás teve receita de R$ 5,6 bilhões em 2018 e lucro líquido de 147,5 milhões. Com 20 milhões de clientes, a  empresa tem 5.000 pontos de venda.

A Ultrapar Participações, que havia fechado a aquisição da Liquigás em 2017, mas teve o negócio bloqueado pelo Cade  por questões concorrenciais, chegou a avaliar o novo processo, mas até ontem não estava claro se entregaria uma proposta.

Em abril, a Petrobras criou restrições aos interessados para evitar que o negócio fosse novamente bloqueado pelo Cade.

Competidores na distribuição de gás por botijão com mais de 10% do mercado não poderão fazer parte do consórcio para  comprar mais que 30% da receita da Liquigás.

Investidores financeiros precisam ter um patrimônio sob administração mínimo de 1 bilhão de dólares.