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'Não tenho como interferir na Petrobras', diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar que não vai interferir nas decisões da Petrobras sobre o preço de combustíveis. Em entrevista a jornalistas neste sábado, 01, após participar de um churrasco na casa de um amigo no Lago Sul, em Brasília, ele comemorou a redução do preço nas refinarias anunciada na sexta-feira (31).

"A gente não vai interferir na Petrobrás, eu não tenho como interferir. A minha interferência é demitindo ou não o presidente e seus diretores. Para que fazer isso aí? Eu confio no Castello Branco (Roberto Castello Branco, presidente da estatal), indicado pelo Paulo Guedes (ministro da Economia), uma pessoa que está sendo 'dez' lá, no nosso entendimento", comentou Bolsonaro.

Para o presidente da República, a estatal levou em consideração "questões técnicas" para tomar a decisão de diminuir os preços. Ele afirmou que não conversou com Castello Branco antes da decisão, como havia feito em fevereiro - quando a interferência segurou o reajuste do diesel decidido pela petrolífera e terminou prejudicando a empresa -, mas declarou que recebeu a notícia do próprio dirigente da Petrobras após a decisão. "Eu não sou aquela outra candidata, ou melhor, presidente, de saia, como alguns tentaram pejorativamente me taxar. Não existe isso", afirmou, em relação à ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo Bolsonaro já disse, no episódio anterior o próprio presidente da Petrobrás resolveu - após uma ligação dele - adiar o reajuste do diesel para um índice "muito próximo" do que estava previsto, e não cancelar o aumento. "Não houve interferência nossa."

PIB

Bolsonaro disse que não entendia de economia ao ser perguntado sobre projeções para o País após o Produto Interno Bruto (PIB) cair 0,2% no primeiro trimestre do ano. Ele relacionou o cenário de melhora com questões externas, além da necessidade de aprovar a reforma da Previdência, e afastou a possibilidade de criar impostos.

"Já falei que não entendia de economia? Quem entendia afundou o Brasil, eu confio 100% na economia do Paulo Guedes", declarou. "A gente quer melhorar os nossos índices aqui, agora passa por questões até externas."

Ele citou possibilidade de o governo autorizar a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e afirmou que isso está sendo estudado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Prometeu apresentar novas medidas para os Estados após a reforma da Previdência. "Da minha parte, está descartada qualquer possibilidade de novo imposto ou majorar qualquer imposto, isso não existe", destacou.

Ele ressaltou a importância de o Congresso aprovar o crédito suplementar solicitado pelo governo para garantir o pagamento da Previdência, de subsídios e de benefícios assistenciais. O governo, afirmou, está trabalhando para garantir a promessa de pagar a 13º parcela do Bolsa Família por meio do combate a fraudes no benefício.

Novos impostos

Questionado, Bolsonaro afastou a possibilidade de criar novos impostos ou aumentar valores de taxas já existentes. "Da minha parte, está descartada qualquer possibilidade de novo imposto ou majorar qualquer imposto, isso não existe", disse.

O secretário da Receita, Marcos Cintra, tem defendido a criação de um imposto sobre transações para cobrir o fim de tributos sobre a folha de pagamentos. Por outro lado, a Câmara discute outro projeto de reforma tributária de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP). "O Cintra, com todo respeito, é um secretário. Acima dele, está o Paulo Guedes, depois estou eu. A gente não admite falar em volta da CPMF, você pode até inventar um novo nome para agregar um montão de imposto, mas que não represente no final da linha tirar dinheiro da mão do povo", disse Bolsonaro.

O presidente declarou ter a intenção de que cada vez menos o Estado interfira na vida das pessoas. Sobre o projeto de reforma tributária que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, ele disse estar aguardando a equipe econômica avaliar para emitir uma opinião. "Eu quero mais que o Parlamento tenha protagonismo em tudo que faz. Não faço questão de ser o pai da criança de nada, se o Parlamento fizer uma boa reforma tributária, a gente apoia lá, bate palmas, desde que melhore a vida de todo mundo, diminua a carga tributária, simplifique a vida do empreendedor, tudo isso é bem-vindo."

Repasse aos Estados e municípios

Bolsonaro defendeu ainda a manutenção de Estados e municípios nas mudanças do sistema previdenciário, conforme a reforma encaminhada pelo governo ao Congresso. Ele ponderou, no entanto, que há impasse na Câmara sobre a situação por conta de desgaste entre parlamentares.
"Isso está sendo acertado pela Câmara. O que nós gostaríamos é que fosse tudo junto", disse Bolsonaro. "Está esse impasse dentro da Câmara e eu não tenho nada a ver com isso. A Câmara é que decide agora", declarou. O presidente disse querer aprovar o texto "basicamente como chegou lá".
De acordo com ele, alguns parlamentares até são favoráveis à reforma, mas votam contra por causa do desgaste política. "Espero que o pessoal se entenda", disse.

Ele manifestou confiança na aprovação da reforma em até 20 dias na comissão especial da Câmara e ainda fez um aceno ao relator do texto, Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmando que o deputado está trabalhando para aprovar "o que for possível da proposta" do governo. O presidente classificou a medida como a "mãe" de todas as outras reformas e prometeu anunciar outras soluções para Estados após a conclusão da Previdência.