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EMPREGOS: Obras no Porto do Açu serão tocadas por duas empresas gerando

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Duas empresas são oficialmente responsáveis pela obras da instalação de uma termelétrica no Porto do Açu, no município de São João da Barra, no Rio de Janeiro

De acordo com informações obtidas, os representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de São João da Barra – Superintendência de Trabalho e Renda – se reuniram com integrantes da Gás Natural Açu (GNA) e das empresas contratadas para as obras de instalação da termelétrica (Acciona e Andrade Gutierrez), para tratar da questão da contratação de mão de obra local.

A meta é ampliar o limite legal contratual já estabelecido de 40% de trabalhadores sanjoanenses nos canteiros das empresas.

“Eu acredito que foi uma das melhores reuniões que já tivemos nesse sentido, de uma série já realizada. Saímos do papel para entrar em um pacto de cavalheiros para levarmos o maior número possível de munícipes para trabalhar nas obras do empreendimento no Porto do Açu. Precisamos ampliar esse marca de 40% de contratação local”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Luiz Paulo Madureira.

O superintendente de Trabalho e Renda do município, Sávio Saboia, definiu o encontro como uma reunião de ajuste com as empresas do complexo portuário, que são a Acciona e a Andrade, além da GNA como contratante. “Pontuamos acertos e erros, para que as políticas públicas já traçadas sejam observadas, adotadas e cumpridas e o sanjoanense seja cada vez mais beneficiado na questão da mão de obra contratada”, destaca.

Para o diretor de Implantação da GNA, Carlos Baldi, é de interesse a contratação local por muitos fatores que são percebidos. “As duas empresas (Andrade Gutierrez e Acciona) estão orientadas a priorizarem a contratação local, inclusive com programas de qualificação de mão de obra. Esse alinhamento é importante para acertamos os pontos. No momento, por exemplo, já entramos em uma fase que serão mais 800 contratações somente no setor eletromecânica”, ressalta Baldi.

O gerente de Contrato da Andrade Gutierrez, Wellyssom de Moura, assim como o representante do setor de Recursos Humanos da Acciona, Thiago Mello, se comprometeram com o representante do Balcão de Oportunidades do município, José Amaro, que realiza campanhas para entrega de currículos, de manter e aprimorar a realimentação, também denominada por feedback, das  contratações locais.

Financiamento é concluído


A empresa Gás Natural Açu (GNA) anunciou a conclusão do financiamento de longo prazo para instalar a termelétrica UTE GNA 1. Com 1,3 gigawatts (GW) de capacidade, a usina será implantada no Porto do Açu, no município de São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro.

O financiamento envolve empréstimos de R$ 288 milhões junto à Internacional Finance Corporation (IFC), instituição vinculada ao Banco Mundial, e de R$ 1,76 bilhão junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o banco alemão KfW IPEX.

A GNA é uma joint venture formada pela Prumo Logística, BP e Siemens. De acordo com a empresa, a UTE GNA 1 contribuirá para a diversificação da matriz energética brasileira e sua implantação fomenta o desenvolvimento local, gerando atualmente mais de 2,5 mil empregos.

A expectativa é de que a UTE GNA 1 dê início às suas operações em 2021. Também está prevista para 2023 a inauguração da UTE GNA II, que terá capacidade de 1,7 GW. As duas novas usinas farão com que o complexo termelétrico em Porto do Açu seja o maior da América Latina e  adicionarão 3 GW ao Sistema Interligado Nacional. Segundo a GNA, essa quantidade de energia é suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências.

O Terminal Multicargas do Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, recebeu nesta semana a embarcação que trouxe a primeira turbina a gás da UTE GNA I, principal equipamento que irá compor a ilha de energia da termelétrica em construção no complexo pela Gás Natural Açu (GNA).

Segundo a GNA, a turbina a gás GT 13, fornecida pela Siemens, é a mais eficiente do gênero a chegar ao Brasil.

O equipamento pesa cerca de 291 toneladas, tem 11 metros de comprimento, 4,8 metros de altura e terá capacidade 1,3 GW da térmica (considerando três turbinas a gás).

Ainda de acordo com a empresa, a turbina embarcou no final de março, do Porto da Antuérpia, na Bélgica, diretamente para o Açu, inaugurando uma nova rota entre os dois países. Ao fim das obras civis, a turbina será acoplada à sua base. As demais turbinas estão previstas para chegar ao Porto do Açu nos próximos meses.

A GNA informou que, ao todo, a ilha de potência da UTE GNA I compreende três turbinas a gás SGT6-8000H, uma turbina a vapor, além de três geradores de recuperação de calor, e sistemas de instrumentação e controle, equipamentos com alto nível de eficiência que irão gerar uma potência de aproximadamente 1,3 GW.

Além da implantação, o contrato com a Siemens contempla a prestação de serviços de longo prazo para operação e manutenção da usina.

“A chegada da primeira turbina da UTE GNA I é mais um importante marco para o progresso de nosso projeto. O complexo termelétrico que a GNA constrói no Porto do Açu contribuirá para a diversificação da matriz energética do Brasil e para a segurança energética por meio do gás natural, uma fonte de energia confiável e acessível”, afirmou Bernardo Perseke, diretor-presidente da GNA.

Com previsão para iniciar a operação em janeiro de 2021, o projeto da UTE GNA I consiste em uma usina termelétrica a gás natural em ciclo combinado de 1,3 GW, um terminal de regaseificação de GNL, de 21 milhões de metros cúbicos/dia, uma linha de transmissão e uma subestação, que ligará a termelétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Para viabilizar a implantação do projeto, a GNA celebrou contratos de financiamento com a International Finance Corporation (IFC), no valor de US$ 288 milhões, e outro, no valor de R$ 1,76 bilhão, obtido junto ao BNDES e KfW IPEX-Bank, responsável pelo financiamento de projetos internacionais e de exportação do KfW Group, em uma parceria inédita para as instituições.

Além da UTE GNA I, a companhia irá construir a UTE GNA II, com 1,7 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas termelétricas somam 3 GW, suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências.

De acordo com a GNA, os empreendimentos empregam cerca de 2.500 pessoas, sendo 70% mão de obra de moradores de São João da Barra e Campos dos Goytacazes.