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Construção aposta na sustentabilidade como valor agregado

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Meio ambiente, qualidade de vida e economia. Esses três pilares nortearam os debates do encontro “Como obter IPTU e Outorga Verde agregando valor ao seu empreendimento” realizado no auditório do Sinduscon-Bahia, no bairro da Pituba, em Salvador. Promovido pela Ademi-BA, Sinduscon BA e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBiC) com correalização do Senai Nacional, o evento contou com palestras de Carlos Henrique (presidente do Sinduscon-Ba); Claudio Cunha (presidente Ademi), André Fraga (secretário da Secis), entre outros nomes.

Segundo o presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha a importância de ações sustentáveis dentro dos empreendimentos imobiliários e os benefícios, que este tipo de avanço traz para todos os envolvidos na construção, é algo fundamental. “O incentivo constante de responsabilidade social e sustentabilidade para os nossos associados é um dos grandes objetivos da Associação. Sabemos a importância da união destas entidades envolvidas no evento para encontrarmos soluções sustentáveis e aplicáveis à nossa realidade”, afirma Claudio Cunha.

Cobrança


Destaca, ainda, o presidente da Ademi Bahia que o próprio consumidor, hoje, já começa a cobrar que as empresas tenham responsabilidade social com o que produzem e oferecem. “É assim com os eletrodomésticos (geladeiras, fogões, etc), e como setor de  serviços. Então, não poderia deixar de ser também com o setor imobiliário. As cobranças ocorrem tanto por parte de pessoas jovens que adquirem seus imóveis quanto as de mais idade. Isto, sem qualquer distinção!”

E para reforçar, o que afirma, Claudio Cunha cita três empreendimentos, em Salvador, onde a sustentabilidade está agregada ao projeto desde o início: ‘Dolce Vita (Pituba); Mansão Bahiano de Tênis (Barra); e ‘Lucce’, que será lançado, em breve, pela Construtora Civil, no bairro da Graça”. Outra medida de apoio que reforça a tendência do mercado está nas mudanças das linhas de crédito oferecidas ao setor. Agora, com taxas mais baixas em relação às demais.

Vantagens


Presidente do Sinduscon Bahia, Carlos Henrique diz que os clientes já percebem as vantagens dos empreendimentos sustentáveis. “Todos querem que o imóvel ofereça geração de energia solar, reuso de água, etc. O investimento para implantar os dispositivos ainda é caro. Mas, com o passar dos tempos, a produção em escala dos equipamentos, o investimento final será menor e se tornará irrelevante para o construtor”.

Carlos Henrique tem certeza de que, daqui há cinco anos, esses diferenciais - que hoje são agregados aos empreendimentos imobiliários - serão comodities. “Haverá outros diferenciais sendo exigidos pelos consumidores”. Como exemplo do que diz apresenta o prédio do Sinduscon, onde o evento ocorreu. “Ele tem energia solar e eólica; e faz reuso da água do ar condicionado que é movido a gás natural. Nosso prédio tem seis (6) anos de uso e oito (8) que foi concebido e idealizado como ‘protótipo’ pelo nosso ex-presidente, Carlos Alberto Vieira Lima”.

Diferencial


Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção CBiC, Nilson Sarti, em breve, o diferencial de hoje deixara de ser tendência para se tornar uma realidade. E citou Salvador como uma cidade mundial, que avança rapidamente neste sentido. “Hoje, a capital baiana se tornou referência nacional e internacional. A Outorga Verde, que a Prefeitura está oferecendo garante que os empreendimentos busquem receber esta certificação. E nós da CBiC juntos à Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estamos buscando por uma linha de crédito com juros mais baixos para o segmento”.

Nilson Sarti ressalta que a Caixa Econômica Federal (CEF), por exemplo, já oferece uma redução de ½ %  nas taxas de juros para esta linha imobiliária. E que bancos privados como Itaú e Santader já buscam seguir esse viés nas suas ações creditícias. “Hoje, não tem como pensar em construir imóveis se não for de forma sustentável e buscar a certificação para dar valor agregado ao empreendimento. É uma questão de sobrevivência das empresas e de retomada do mercado”, conclui.

Redução


Seguindo a programação, o secretário da Cidade Sustentável e Inovação, André Fraga, falou sobre o Panorama e Status dos Programas de Certificação Sustentável da Prefeitura de Salvador. Disse ele, que os empreendimentos que obtém aprovação conseguem redução de 5 e 10% do valor do IPTU do imóvel e 25 a 40% de redução no custo da outorga onerosa. A Prefeitura de Salvador é a única do Brasil, que oferece de forma inovadora a Outorga Verde. E tem, ainda, o IPTU Verde e o IPTU Amarelo. “Hoje temos oito (8) empreendimentos com Outorga Verde;3 com IPTU Amarelo já finalizado; e 27 processo de IPTU Verde, sendo que três (3) já foram entregues”. 

O evento teve, ainda, as participações de representantes de empresas que apresentaram soluções na área. Dentre eles o CEO da Green Building Concil (GBC), Felipe Faria que apresentou os selos GBC Zero Energy Building, que será conquistado por edificações que conseguem zerar o consumo de energia durante a sua operação anual e da segunda versão do GBC Brasil Casa & Condomínio, que inclui pequenas modificações, como a criação da categoria responsabilidade social.

A engenheira civil Diana Paes, diretora da Green Edifica Consultoria mostrou, por sua vez, uma simulação de um empreendimento residencial na plataforma de certificação EDGE, que tem a chancela do International Finance Corporation (IFC), entidade do grupo Banco Mundial, voltada para o fortalecimento do setor privado nos países em desenvolvimento como o Brasil.