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Brasil demandará 270 novas embarcações de apoio até 2030

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O Brasil demandará a contratação de 270 novas embarcações para apoiar atividades de E&P até 2030, considerando-se o potencial dos ativos que serão leiloados a partir deste ano. A estimativa é do secretário de Desenvolvimento Econômico do estado do Rio de Janeiro, Lucas Tristão.

Do total de barcos estimados, 70 serão necessários para apoiar uma frota projetada de 35 sondas flutuantes e outros 200 para auxiliar cerca de 50 FPSOs.

De acordo com Tristão, o Rio de Janeiro absorverá aproximadamente 70% do crescimento da frota de unidades offshore no país: 24 sondas, 35 FPSOs e 189 embarcações de apoio offshore.

A frota de apoio marítimo no Brasil é composta por cerca de 370 embarcações, sendo 177 PSVs/OSRVs, 70 LHs/SVs,48 AHTSs, 25 Crew/FSVs, 16 PLSVs, 12 RSVs, 8 MPSVs, 5 DSVs, 3 WSVs, 2 WIVs e um Flotel. Os dados são da Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) para o mês de março.

De acordo com a ANP, há 144 unidades estacionárias de produção (UEPs) no país em operação. Dentre elas estão 80 plataformas fixas, 45 FPSOs, 14 semissubmersíveis, três FSOs, uma TLWP (Tension Leg Wet Platform) e um FPU (Flotating Production Unit).

Segundo dados da Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil (DPCMar), havia 39 sondas em águas brasileiras em maio deste ano, sendo 18 semissubmersíveis de perfuração e 15 navios-sonda, além de cinco autoelevatórias já descomissonadas. O número inclui unidades contratadas ou não.

Além das três rodadas de licitação de blocos exploratórios previstas para este ano – 16ª de concessões, 6ª de partilha da produção e o excedente da cessão onerosa –, o calendário do governo federal prevê, por ora, a realização de dois leilões de partilha e dois de concessões entre 2020 e 2021.

A apresentação de Lucas Tristão foi feita nesta última quinta-feira (6) durante o Nor-Shipping 2019, em Oslo, na Noruega.