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Reaproveitar resíduos ainda é desafio para o setor de construção civil

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A discussão de como empresas e governos devem se portar diante da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PRNS), de 2010, está em pauta no mercado.

A destinação do lixo ainda é desafio para empresas, como as do setor de construção civil no Ceará. Apesar da legislação, não existem projetos concretos visando a logística reversa para reaproveitamento de detritos gerados nos canteiros de obras.

Segundo André Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), apesar de considerar importante a logística reversa, ela é implementada no setor em último caso, levando em consideração estudos do setor, que elegem outra prioridade.

"As empresas são responsáveis pelos seus resíduos e o desafio da construção civil é não gerar resíduo. Quando gerado, a iniciativa é tentar reciclar. Não reciclando, faz-se a logística reversa ou destinação ao local apropriado", explica.

Engenheiro civil especialista em Direito Ambiental e Saneamento e Controle Ambiental, Mansour Daher diz que, assim como no Ceará, em outros mercados no país, em geral, a logística reversa e a reciclagem "ainda são tímidos".

"Abaixo de 5% do total de lixo gerado na construção civil local. Os destinos mais comuns têm sido os aterros sanitários, enquanto poderiam ser reutilizados pela indústria", diz ele, que possui estudos sobre o tema.

Entre 2007 e 2014, a quantidade de pontos de lixo nas ruas da capital cearense saltou 300%.

Segundo a Prefeitura, os entulhos gerados pela construção civil geraram, em 2014, 30 mil toneladas de detritos. O engenheiro acredita que pode chegar de 100 mil a 120 mil toneladas se forem contados todos os descartes, até mesmo os que foram para aterros regulares e não passaram por reciclagem ou reaproveitamento.

O reaproveitamento de outros resíduos também é deficitário. Criada em outubro de 2016, a Reciplanet, que transforma pneus usados em chips, teve os negócios diminuídos depois que a quantidade de matéria-prima caiu. O proprietário da usina, Wytalon Araújo, revela que o maquinário só funciona em dois dias na semana por falta de material.