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Técnica pode tornar maior campo de petróleo do mundo ainda maior

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Do centro da prolífica Bacia do Permiano, Scott Hodges explica como o futuro do maior campo petróelo do mundo pode depender muito do que ele chama, brincando, dos "caras realmente inteligentes".

Hodges, de 57 anos, gerente da Occidental Petroleum, comanda um conjunto de instalações no campo petrolífero de Hobbs, onde dezenas de poços não bombeiam um único barril, mas fazem o oposto: empurram coisas - muitas - para dentro do solo.

A operação da Occidental, no sudeste do Novo México, faz parte da chamada recuperação melhorada de petróleo (EOR), injetando dióxido de carbono e água no subsolo para extrair o petróleo bruto que, de outra forma, poderia definhar no reservatório. A técnica EOR já é usada em campos de petróleo convencionais - agora a empresa tenta fazer com que o programa funcione comercialmente com o xisto.

Se os experimentos da Occidental e de suas rivais com técnicas similares forem bem-sucedidas - um grande "se", na opinião de muitos -, o processo poderá transformar ainda mais o Permiano, que já é o maior reservatório de petróleo do mundo. Para atingir o objetivo, saber como o petróleo, o gás, o CO2 e a água trabalham juntos a milhares de metros abaixo da superfície é crucial.

"Os caras que sabem o que está acontecendo no subsolo são o RSG", diz Hodges em referência à sigla em inglês do Grupo de Estudos de Reservatórios da empresa. "A sigla significa caras realmente inteligentes", acrescenta, rindo.

Embora a revolução do xisto dos EUA tenha impulsionado a produção de petróleo nos EUA para um nível recorde, também tem deixado muito petróleo no solo. Na melhor das hipóteses, poços de fraturamento hidráulico só recuperam cerca de um décimo do que a indústria chama de petróleo local.

"Estamos tentando ser muito conservadores, mas, certamente, acreditamos que podemos melhorar de 10% a 11% para 17 a 18%, disse o diretor executivo da Occidenta, Vicki Hollub, em entrevista em Houston. "É muito. Quando você considera a escala do Permiano, conseguir isso seria incrível".

Hobbs é um campo convencional da Bacia do Permiano, desenvolvido décadas antes dos engenheiros descobrirem como perfurar horizontalmente e depois injetar enormes quantidades de água, areia e produtos químicos para abrir fraturas na rocha, liberando hidrocarbonetos dos reservatórios de xisto.

Em todos os EUA, existem mais de 80 mil poços de petróleo de xisto e gás com mais de cinco anos, bombeando um baixo volume de hidrocarbonetos. São uma grande oportunidade para quem consegue descobrir como prolongar a vida desses poços e extrair alguns barris extras. Conseguir isso seria especiamente bem-vindo no setor de xisto, que atualmente é obrigado a investir cada vez mais todos os anos para expandir a produção apenas para compensar o declínio natural de seus poços mais antigos.

No entanto os desafios são assustadores. Na rocha convencional, engenheiros de EOR injetam CO2 e água através de um poço, inundando o reservatório e extraindo o petróleo e gás através de outro poço. É muito mais difícil para o xisto. Para começar, temperatura e pressão precisam ser adequadas para o CO2 se misturar ao óleo.

Além disso, o CO2 e a água têm dificuldade para se deslocarem dentro da rocha compacta. Enquanto a Occidental experimenta o método convencional em diferentes poços para o xisto, também testa uma técnica diferente que usa um poço tanto para injeção quanto para produção.

A Occidental não está sózinha. A Chevron, com rápida expansão na Bacia do Permiano, tem muita experiência em EOR fora do segmento de xisto, particularmente em campos maduros da Califórnia. A EOG Resouces, maior produtora independente de xisto, tem realizado testes com injeção de gás natural.