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Sondas de R$ 2,7 milhões da Petrobras estão virando sucatas na Bahia


Zona rural de Catu na Bahia, alguns chamam a localidade de Rio Negro, outros de Lagoa Escura. Numa entrada transversal, a poucos metros da Estação Santana, três sondas de produção terrestres (SPT) são vistas, abandonadas ao relento, protegidas apenas por uma cerca quebrada.   Moradores da região dizem que há pelo menos quatro anos os equipamentos, hoje tomados pela ferrugem e cercados de mato, foram deixados lá.

Dois dos equipamentos exibem a marca da Villares, que fabricou os equipamentos no país há mais de 20 anos. O modelo tem capacidade para perfurar poços de até 3 mil metros e o valor de mercado é estimado em US$ 700 mil. Na cotação do dólar da última sexta-feira, o preço de cada uma das sondas seria de RS 2,7 milhões. Duas das sondas, com placas de Catu, foram fabricadas em 1996 e estão com licenciamento válido até dezembro deste ano, apesar dos indicativos de que dificilmente deixarão o local onde se encontram.

Em um site internacional que vende sondas usadas com características similares às encontradas, o valor dos equipamentos varia entre US$ 395 mil a US$ 420 mil, sem contar os custos para trazer os equipamentos para o Brasil, que envolvem o frete e tributos como o Imposto sobre produtos Industrializados (IPI) e o Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre outros.

A alguns quilômetros dali, na localidade de Camboatá, em Alagoinhas, um novo depósito de equipamentos. Desta vez, 20 cavalos mecânicos, como são chamadas as bombas de varetas. As estruturas, deixadas numa área aberta do tamanho de um campo de futebol já foram utilizadas no passado em poços da Petrobras, segundo relatos de moradores da região.

Ainda segundo os moradores, os equipamentos retirados de poços que tiveram a produção suspensa pela empresa serviriam apenas para a retirada de peças que são colocadas nos poços ainda em operação na região.