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Indústrias aderem ao gás natural atentas às questões ambientais e econômicas

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O consumo de gás natural na indústria cresceu 4,5% em 2018, se comparado ao ano anterior, revela levantamento feito pela ABEGÁS (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) Os motivos, segundo a pesquisa, seriam, em primeiro lugar, a vantagem econômica, pois o gás natural é consideravelmente mais econômico que o óleo diesel e, em segundo, a questão ambiental. A quantidade de poluentes e gases causadores do efeito estufa emitidos é bem menor com o uso do gás, que emite 20% menos gás carbônico e até 90% menos partículas de fuligem.

A empresa Mistui Alimentos, localizada em Araçariguama, interior de São Paulo, considerou, antes de tudo, o fator ambiental, mas não descartou a economia, obviamente. Por isso, há um mês, trocou o óleo diesel que utilizava em seu processo produtivo pelo gás natural.

A fábrica é especializada na produção de alimentos e passou a utilizar o gás para o abastecimento do torrador de café, que foi projetado para o uso dos dois tipos de combustíveis e funcionava, há anos, com o diesel. Mas, a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade falaram mais alto e, desde 2016, a direção tinha a expectativa de mudar a matriz energética da fábrica, explica o gerente de recursos humanos da Mitsui Alimentos, Reginaldo Oliveira, que também atua como responsável por projetos nos segmentos de saúde, bem-estar e meio ambiente. “Há anos, estamos trabalhando para diminuir o impacto da nossa produção no meio ambiente. Atuamos com ‘queima’ e nos pareceu coerente e importante reduzir a quantidade de monóxido de carbono que enviamos para a atmosfera. O gás natural nos atende muito bem nesse sentido”, fala.

Para levar o gás natural até a indústria, foi construída uma extensão de rede de alta pressão de 2.700 metros em polietileno, partindo de outra rede já existente no perímetro urbano de Araçariguama. A obra, em si, foi rápida, demorando 60 dias, mas a negociação acabou se estendendo desde o primeiro contato com a empresa. “Foi um processo mais lento, em virtude da necessidade da liberação do DUP (Decreto de Utilidade Pública) pelo Governo do Estado de São Paulo e das licenças ambientais para a passagem da rede de distribuição de gás em áreas de APA (Área de Proteção Ambiental) e APP (Área de Proteção Permanente)”, comenta Danilo Kostenko, chefe de serviços de Grande Consumo e Soluções de Mobilidade da Naturgy, empresa distribuidora de gás natural canalizado para a região.

A Mitsui Alimentos empregava, desde a sua fundação, em 1974, o diesel nos equipamentos produtivos, mas, com o início do programa interno de gestão ambiental, a fonte energética passou a ser uma preocupação, em razão dos níveis de poluição. Durante a queima, o diesel libera metais pesados, nocivos ao homem e à atmosfera. “A Mitsui está dentro da área de concessão da Naturgy e tinha uma demanda inicialmente ambiental, pois o diesel é um combustível altamente poluente aplicado em um processo alimentício”, comenta Danilo.

Inicialmente, o propósito era a atenção com o meio ambiente, mas a Mitsui também tem boa perspectiva quanto à redução dos custos de produção. Estudos indicam que o gás natural deve diminuir as despesas com a torrefação de café em até 42%. No caso da empresa, o resultado do investimento na troca da matriz energética será uma economia de quase R$ 1 milhão, por ano, devido ao preço mais competitivo do gás natural. “Em longo prazo, nossa expectativa de economia é grande, mas a primeira intenção era, realmente, reduzir a emissão de monóxido de carbono na atmosfera. A mudança faz parte de um plano de ação em que estamos trabalhando muito”, finaliza Reginaldo.