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Brasil deve seguir atraindo aportes no petróleo

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Apesar das incertezas na economia, o ambiente regulatório estável no setor continua mantendo a expectativa de investimentos no País, do valioso pré-sal até os campos maduros em terra

O Brasil deve continuar apresentando um avanço importante da produção de petróleo em 2019. Mesmo diante das incertezas da economia, o mercado enxerga um ambiente propício para investimentos no País, já que a agenda regulatória se mantém inalterada.

“Não tivemos grandes mudanças regulatórias no País, a agenda foi mantida. Por isso não enxergo uma revisão dos investimentos para baixo, pelo contrário, os aportes tendem a crescer”, avalia o sócio de óleo e gás da KPMG Brasil, Anderson Dutra.

O executivo destaca os desinvestimentos da Petrobras em campos maduros e a Oferta Permanente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – que consiste na oferta contínua de áreas para exploração e produção em bacias terrestres por licitação, sob regime de concessão – como atrativos adicionais ao valioso filão do pré-sal. “Tudo isso deve movimentar os investimentos no mercado brasileiro”, acredita.

O analista da INTL FCStone, Rafael Morais, afirma que apesar de muitos poços do pré-sal ainda estarem em fase de início de operação, já começam a gerar produtos.
“Já vemos resultados expressivos no País.”

Os investimentos devem ir além do upstream (exploração e produção), passando também pelo midstream (transporte e distribuição de gás, por exemplo) no curto e médio prazo.

No final da tarde de sexta-feira (5), a Petrobras informou que a francesa Engie e o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) apresentaram a melhor proposta para a compra de 90% de sua unidade Transportadora Associada de Gás (TAG), no valor aproximado de US$ 8,6 bilhões. O negócio inclui o pagamento, pelos compradores, de dívidas da TAG perante o BNDES (US$ 800 milhões) e considera taxa de câmbio de R$ 3,85 por dólar, disse a estatal.

A Petrobras declarou que a conclusão da transação está sujeita à aprovação pelos órgãos de governança da empresa e concorrenciais.

Produção em 2019 

O sócio da KPMG salienta que depois de grandes paradas para manutenção em plataformas no ano passado, o mercado espera um incremento da produção brasileira em torno de 2% para 2019.
“Muitas empresas vão aproveitar a alta das cotações para antecipar a produção e monetizá-la ao máximo”, pondera Dutra.

A FCStone projeta alta da produção de petróleo no Brasil no segundo trimestre, para cerca de 2,730 milhões de barris por dia (bpd).
“O crescimento vai ser puxado pelo pré-sal”, avalia Morais.

Ele ressalta que, no mundo, os cortes de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), juntamente com outros grandes produtos como a Rússia, estão mantendo o alto patamar dos preços do barril.

“Houve um fortalecimento dos preços mesmo com o aumento das perfurações nos Estados Unidos”, assinala o analista. “Enxergamos um range de preços do Brent de US$ 55 a US$ 75 para este ano.”
Isso porque principalmente a Arábia Saudita e a Rússia estão alcançando as metas de cortes para equilibrar os preços.

Adicionalmente, a Venezuela perde cada vez mais rendimento na produção com o estrangulamento de sua economia, o que tira capacidade de investimentos simplesmente para girar as operações.
“Tudo isso contribui para a alta das cotações”, diz Morais.