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Produtividade industrial cresceu apenas 0,9% em 2018

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Estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última semana mostra que a produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira aumentou 0,9% em 2018 na comparação com 2017.

Embora tenha sido o quarto ano consecutivo de crescimento do indicador, o resultado, no entanto, foi considerado ruim pela CNI, já que o índice foi consideravelmente menor do que a expansão de 4,5% registrada no ano anterior.

As razões deste desempenho próximo do negativo, de qualquer maneira, foram mais conjunturais do que estruturais. Para a CNI, o baixo crescimento da produtividade em 2018 resultou do aumento da incerteza e da frustração com o crescimento da demanda ao longo do ano passado.

“São fatores que influenciam muito, também”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca. “A produtividade é um dos principais determinantes da competitividade da indústria. Se o conjunto da economia não vai bem, ela tende a acompanhar essa tendência”.

Mesmo assim, as perspectivas para 2019 são positivas e, na avaliação da CNI, o ritmo de crescimento da produtividade será maior do que o de 2018. Isso porque a economia como um todo - e a indústria em particular - deve crescer com maior vigor este ano.

“A confiança do empresário voltou a crescer e seus reflexos sobre o investimento deverá se fazer cada vez mais presente. O investimento estimulará o crescimento da produtividade”, diz Fonseca.

A produtividade é resultado da divisão do número de unidades produzidas pelo número de horas trabalhadas na produção. O aumento de 0,9% em 2018 refletiu a expansão de 1,1% na produção e de 0,2% nas horas trabalhadas.

O estudo lembra que as previsões otimistas de crescimento da economia no início de 2018 também foram frustradas pela greve dos caminhoneiros, que afetou significativamente a produção e a demanda, e pelas incertezas do processo eleitoral, que tiveram igualmente forte impacto sobre o consumo e os investimentos.

“No final das contas, a frustração das expectativas provocou um processo de ‘para e anda’ na produção e nas horas trabalhadas, o que resultou em um comportamento volátil da produtividade ao longo de 2018”, avalia o executivo da CNI.