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Estatal anuncia R$7,1 bilhão em remuneração a acionista após lucro em 2018

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A remuneração total aos acionistas da Petrobras atingirá 7,1 bilhões de reais no exercício de 2018, ou 0,2535 real por ação ordinária e 0,9225 real por preferencial, após a empresa registrar o primeiro lucro líquido anual depois de uma sequência de quatro prejuízos, informou a petroleira na quarta-feira.

O lucro líquido no ano passado somou 25,8 bilhões de reais, ante prejuízo líquido de 446 milhões de reais em 2017, com a empresa saindo de um “ciclo doloroso” após ser “vítima de prolongado saque perpetrado por uma organização criminosa” desbaratada pela Operação Lava Jato, destacou o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, em nota.

A performance da Petrobras em 2018, notou o executivo, foi “indiscutivelmente a melhor em muitos anos”, com a companhia tendo adotado nos últimos anos rígida disciplina financeira, um expressivo programa de desinvestimentos e passado a praticar preços de mercado nos derivados no mercado interno.

As medidas permitiram que a empresa obtivesse em 2018 alguns recordes históricos, como no fluxo de caixa livre e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, disse ele.

Castello Branco ressaltou, contudo, que o “objetivo de maximização de valor para os acionistas não pode sob nenhuma hipótese prescindir da atenção à segurança das pessoas e operações e à preservação do meio ambiente, nem resultar em subestimação de riscos para que metas sejam atingidas”.

“Acreditamos que nossa agenda de mudança transformacional seja capaz de criar considerável valor para os acionistas e para o Brasil no futuro. Podemos dizer, então, que os melhores dias da Petrobras estão ainda à nossa frente”, completou.

Embora tenha celebrado “os bons resultados de 2018”, ele disse que a empresa não pode se conformar com a situação atual, “havendo muito a fazer e muitos desafios a superar”.

“Temos que melhorar substancialmente a alocação do capital através do foco nos ativos em que somos o dono natural e promover a saudável competição por capital entre nossos projetos de investimento”, disse Castello Branco, ressaltando a atividade do pré-sal, um “ativo de classe mundial”.

Segundo ele, o foco nesses ativos, de custos baixos, alta qualidade e produtividade e longa vida, representa enorme potencial de criação de valor ao longo do tempo.

O executivo destacou que a geração de lucro econômico exige maior agilidade no processo decisório, “o que está sendo perseguido em 2019 com o indispensável cuidado em resguardar os elevados padrões de governança corporativa e as rigorosas normas de conformidade implementadas na Petrobras nos últimos anos”.

Neste contexto, ele mencionou que atrasos na execução de projetos, por exemplo, são em geral a maior fonte de redução de suas taxas de retorno, e que a companhia está tomando medidas para encurtar o intervalo de tempo entre o início da atividade exploratória e o primeiro óleo e também a duração da fase de ramp-up dos projetos de exploração e produção.