WHAT'S NEW?
Loading...

Perfil da perfuração em terra em 2018

Resultado de imagem para perfuração em terra

A redução na quantidade de projetos de exploração e produção, nos últimos anos, refletiu novamente na demanda total de perfurações contratadas em 2018. Enquanto no offshore a demanda foi praticamente a mesma do ano anterior, essa recessão setorial chegou ao onshore. Ao todo, foram perfurados 67 poços marítimos (+4,6%) e 124 em terra (-30,7%).

Os valores incluem todos as perfurações (como poços repetidos e de investigação) disponíveis no sistema da ANP, em 30 de janeiro.

Em geral, a quantidade de poços reflete, tanto no onshore, quanto no offshore, o número restrito de projetos de exploração – os efeitos, contudo, são diferentes. Em terra, os anos com grande demanda de poços, como 2010, 2012 e 2015 – anos com mais de 500 poços –, são caracterizados pela demanda de projetos de produção. A exploração em terra, mesmo nos períodos de mercado aquecido, não foi suficiente para garantir grandes volumes de poços e não se reverteu em novos campos em escala suficiente para manter o nível da atividade.

O coração da indústria onshore ainda é a perfuração de poços de produção em campos operados pela Petrobras na Bacia Potiguar. Como a empresa reduziu o investimentos que vinham sendo feitos nos últimos anos, principalmente em Estreito, sem iniciar novos, e também não conseguiu vender outros ativos, atraindo operadores com novos planos de desenvolvimento, a demanda despencou. Esse cenário repete-se há três ano: em 2015, a demanda na Bacia Potiguar foi de 390 poços, caindo até chegar a 82 em 2018.

Estreito

De 2016 para cá, o campo de Estreito concentrou entre 70% e 80% de todos os poços de exploração, produção e injeção perfurados na Bacia Potiguar, mas essa demanda caiu de mais de 110 poços por ano, para 59 em 2018. Operado e 100% da Petrobras, Estreito não foi incluído na lista de ativos à venda.

O campo tem a maior malha de drenagem do país, com mais de mil poços de produção, sistema de injeção de vapor e outras técnicas de recuperação secundária. Produziu 8,7 mil barris/dia de petróleo em média em 2018, até novembro. E os investimentos dão retorno em curto prazo: o pico de perfuração em 2015, de 132 poços, resultou no pico de produção de 10,7 mil barris/dia em 2016, uma alta anual de 19%.

Além da Bacia Potiguar, as únicas a receberem investimentos em novos poços ano passado foram as de Alagoas, Recôncavo, Parnaíba e Solimões, totalizando 40 poços. No Recôncavo, a demanda é majoritariamente da Petrobras; no Parnaíba, da Eneva, para blocos e campos do projeto de produção integrada de gás natural; e no Solimões, apenas a Rosneft perfurou, em sua campanha de exploração na região. Em Alagoas, Petrobras e Imetame contrataram um poço, cada.