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Grupo quer construir Balsas movidas a GNL no Estaleiro

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Na onde de embarcações com propulsão á GNL, devido á redução de gases poluentes no mundo, a Amazonica Energy planeja construir embarcações movidas a GNL pela primeira vez no Brasil.
A intenção é construir as unidades a partir de 2020, no Estaleiro Rio Maguari(PA), já estava se preparando para fabricar rebocadores em 2019.

A primeira fase do projeto, a partir de 2021, movimentará três milhões de metros cúbicos de gás por dia, partindo de uma unidade de armazenamento flutuante (FSU -floating storage unit) em Itacoatiara (AM).

Desse volume, dois milhões de m³ serão levados pelos comboios até Porto Velho (RO), via Rio Madeira, e um milhão de m³ será transportado até Roraima.

Para tal tarefa surgiu a demanda pelas embarcações, inéditas na construção naval brasileira. Cada empurrador terá capacidade de carregar 1.200 m³ de gás e potência de aproximadamente 4.200 HPs.
Na segunda etapa do projeto está previsto instalar outra FSU na Bacia da Ilha de Marajó (PA), com mais 20 a 25 balsas e cerca de 10 empurradores fluviais.

A idealizadora do Projeto

A Amazonica Energy, criada ao final de 2016, é uma parceria com a projetista canadense Robert Allan, o Estaleiro Rio Maguari (ERM), além da MTU (sistemas de motorização a gás) e a Rolls-Royce (sistemas de propulsão), estas duas pertencentes ao mesmo grupo.

A empresa também está em fase de fechamento com uma empresa de navegação da região Amazônica, a ser definida em breve e se juntar ao projeto.

A previsão de investimentos é da ordem US$ 600 milhões, sendo US$ 300 milhões destinados aos ativos fluviais da fase 1, o financiamento de 80% a 85% do projeto virá do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

O projeto vem sendo idealizado desde 2014, com estudos técnicos, de infraestrutura e de hidrologia, desafios para entrega de gás na região, além de questões regulatórias, tributárias e ambientais.

Ao enxergar a demanda para o GNL na região norte A Amazonica Energy conseguiu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para comercialização de gás natural no Brasil.

Para a construção das balsas e empurradores, a diferença para construção, basicamente, será a motorização, já que a embarcação precisa de um tanque gás para armazenar o combustível, que ficaria no convés principal.

As barcaças serão configuradas considerando a capacidade de armazenamento das unidades e o calado raso dos rios, já que existem trechos que chegam a ficar com profundidades entre três e quatro metros na baixa estação.