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Ferroeste acumula prejuízo de mais de R$ 100 milhões

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Em sua descrição, ela aparece como uma das 500 maiores empresas do Sul do País e está entre as 100 maiores do Paraná, mas a Ferroeste, que tem como maior acionista o Estado do Paraná, com detém 99% das ações, tem acumulado desde o início de 2012 mais de R$ 1 milhão por mês em prejuízos.

O furo no caixa, estampado nos balanços anuais da empresa, já passou dos R$ 100 milhões e o principal rombo seria com a manutenção da estrutura, bastante deteriorada, com parte dos trilhos em manutenção neste momento, inclusive, e gastos elevados com combustível, tendo em vista que as locomotivas são antigas e consomem mais do que as mais modernas.

Há ainda a aposentadoria forçada de parte delas porque não teriam mais condições de transporte. Das 14 locomotivas existentes, duas já estão complemente inutilizadas. Mas outras estão encostadas à espera de manutenção.

Outro problema que prejudica o bom andamento das finanças da ferrovia é o gargalo na descida para o Porto de Paranaguá. Com trilhos de sua concessão que chegam apenas a Guarapuava, portanto 250 quilômetros, as cargas a partir da região central do Estado ou descem para o porto de caminhão, ou ficam na dependência da concessionária que administra aquele trecho, a Rumo.

Ocorre que a relação com a Rumo é praticamente predatória, e que vem piorando após o Estado ter entrado na Justiça contra a concessionária há alguns anos alegando prejuízos à Ferroreste, cobrando dela cerca de R$ 25 milhões em reparação das perdas. O processo segue em juízo, mas desde então a condição de transporte envolvendo as duas empresas só piorou. Tanto que, no ano passado, uma reaproximação informal contribuiu para que a Ferroeste fechasse com recorde de transporte, mesmo assim, quase 4,2 milhões de toneladas abaixo do que poderia transportar.

Isso porque a ferrovia tem capacidade para escoar até 5 milhões de toneladas por ano, mas em 2018, quando obteve sua melhor marca de transporte, chegou a pouco mais de 800 mil toneladas.

Suspenso

Um decreto estadual assinado no fim do ano passado reacendeu a esperança da Ferroeste. Após um longo caminho de negociação com a PGE (Procuradoria-Geral do Estado), a Ferroeste foi decretada dependente do Estado, entrando em vigor dia 1º de janeiro, e, com isso, seria possível receber aportes financeiros para manutenção dos equipamentos de forma a aumentar o volume transportado.

A expectativa era de que o Estado injetasse recursos na estrada de ferro, na ordem de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões neste ano, de modo que pudesse lhe dar um fôlego em sua parte estrutural, sobretudo. Isso facilitaria, por exemplo, a elevação no escoamento podendo alcançar já neste ano algo em torno de 1,6 milhão de toneladas transportadas, ou seja, o dobro do registrado ano passado.

Hoje isso não é possível porque a ferrovia tem injeção de recursos limitados e sem capacidade de operacionalização por si só.
Contudo, assim como a maioria dos processos assinados pelo governo anterior foram suspensos pelo Governo Ratinho Junior, para que passem por análise.

A expectativa, quando da assinatura do decreto, era para que os investimentos em curto prazo alcançassem os R$ 19 milhões e poderiam então elevar o transporte para 5 milhões de toneladas em escoamento, números que tornam a Ferroeste viável economicamente.
Com o decreto em análise, o futuro da Ferroeste deverá ser definido apenas nos próximos meses.

A reportagem tentou entrevista com a atual direção da Ferrovia, mas não houve retorno aos contatos.