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EMPREGOS: Estaleiro participa de licitação das corvetas e deve gerar seis mil empregos a partir de março

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O futuro do Estaleiro Vard Promar será definido em pouco mais de um mês. É que está previsto para 22 de março o resultado da concorrência pública que vai licitar a construção de quatro corvetas para a Marinha. Por isso, a diretoria do estaleiro pernambucano, que pertence ao grupo italiano Fincantieri e hoje não tem encomendas de novos navios, segue para a Itália neste fim de semana para alinhar os detalhes da proposta final que será apresentada à Marinha e o governador Paulo Câmara segue costurando parcerias com o governo italiano para atrair a construção das corvetas para o Complexo de Suape.

Diretor-presidente do Vard Promar, Guilherme Coelho explicou que o prazo de negociação entre os finalistas do edital com a Marinha terminou nesta semana. Por isso, os quatro consórcios que estão na disputa pelas corvetas têm até o próximo dia 8 para entregar as propostas finais de construção dessas embarcaçõesde guerra. “Tivemos conversas para esclarecimento de dúvidas e refinamento da proposta. Recebemos informações e entendemos melhor o que a Marinha quer e a Marinha colocou seus pontos, para que sejam feitos ajustes. Por isso, agora vamos nos sentar para discutir a proposta final”, explicou Coelho, que vai para a Itália fechar essa proposta diretamente com a diretoria do grupo Fincantieri.

Ele garantiu, por sua vez, que a negociação com a Marinha foi positiva. “Temos esperança em ganhar isso e a convicção de que a nossa proposta é a que melhor atende o que a Marinha quer”, afirmou Coelho, ressaltando que o Vard Promar é o único estaleiro brasileiro que já entregou um navio com tanta complexidade quanto as corvetas exigem.

“Temos um estaleiro competitivo, detentor da tecnologia necessária para o projeto e com o compromisso de transferir essa tecnologia para a Marinha, com a finalidade de facilitar a manutenção futura dos navios. Ponto com o qual nenhum dos outros concorrentes se comprometeu”, acrescentou o governador Paulo Câmara, que conversou sobre o projeto das corvetas com o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernadini, na terça-feira (19), em Brasília. “Estamos muito confiantes que o estaleiro em Pernambuco reúne as melhores condições técnicas para esse projeto”, endossou Bernadini.

Câmara ainda lembrou que atrair a construção das corvetas para o Estado é uma forma de assegurar os empregos do polo naval pernambucano, que hoje mantém poucos funcionários por conta da falta de encomendas. Afinal, o projeto vai receber um investimento de US$ 1,6 bilhão da Marinha e pode gerar mil empregos diretos e mais cinco mil indiretos no Vard Promar, que já empregou duas mil pessoas, mas hoje tem apenas 116 trabalhadores por conta da falta de encomendas, segundo a Fincantieri. Além disso, por serem navios de alta complexidade, as corvetas garantiriam trabalho para o estaleiro por oito anos.

Também concorrem com o Vard Promar, contudo, três outros consórcios, formados por empresas estrangeiras que fizeram parceria com estaleiros da Bahia, São Paulo e Santa Catarina para construir os navios em território brasileiro, como exige o edital da Marinha. Por isso, entre os concorrentes do Vard, estão empresas como a Embraer e a Odebrecht.