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Saiba quais estaleiros têm projetos em carteira no país e as perspectivas do segmento

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A Estaleiros do Brasil (EBR) fechou contrato com a Modec para fabricar e montar módulos de processo do FPSO Guanabara. A unidade será instalada no campo de Mero, na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

O trabalho que será feito no estaleiro em São José do Norte (RS) inclui os módulos do sistema de tratamento de água do topside para a unidade. O projeto terá início neste trimestre com cronograma de entrega de 12 meses.

O FPSO Guanabara terá capacidade para produzir 180 mil barris/dia de óleo e comprimir 12 milhões de m³/d de gás natural.

Essa será a segunda obra de plataforma executada pela EBR. A primeira foi a construção e integração de módulos do FPSO P-74, que está produzindo no campo de Búzios, na área da cessão onerosa.

Faltam negócios

Apenas outros dois estaleiros têm obras de plataforma em carteira no país: o Jurong Aracruz (ES), que está integrando a P-68, e o Brasfels (RJ), que fabricará e integrará os skids de recuperação de vapor e do sistema do flare do FPSO Carioca (campo de Sépia).

Dentre os grandes estaleiros, estão sem contratos de construção o Mauá (RJ), Vard Promar (PE), QGI (RS), Renave (RJ), Brasa (RJ) e o Enseada (BA), além do Rio Grande (RS) e o Eisa (RS), que estão em recuperação judicial.

Alguns deles estão atuando na área de reparo — casos do Renave e Mauá — ou como Terminais de Uso Privado (TUP), como o Brasa e o Enseada.

O último caminho também está nos planos da GDK Engenharia, que pediu, recentemente, autorização à Antaq para construir e explorar um TUP em Aratu, na Bahia, a fim de movimentar  combustíveis. A empresa tem em seu currículo o contrato de construção da unidade industrial da plataforma P-34, assinado em 2004 com a Petrobras.

Búzios, Mero 2 e Itapu na mira

A expectativa, agora, gira em torno de encomendas para os FPSOs dos campos de Búzios V, Mero 2 e Itapu. Nos dois primeiros casos, acredita-se que entre cinco e dez módulos sejam contratados no Brasil, com o local da integração ficando a critério da afretadora.

Em relação a Itapu, o volume de encomendas dependerá da modalidade de contrato a ser adotada pela Petrobras: afretamento, EPC (Engenharia, Suprimentos e Construção), BOT (Built-Operate-Transfer) ou BOOT (Built-Operate-Own-and Transfer).

A incógnita fica por conta dos FPSOs de Parque das Baleias e Marlim 1 e 2, cujas contratações estão em curso. Isso porque as novas plataformas serão instaladas em ativos cujos contratos de concessão não contêm cláusulas de conteúdo local.

Apesar disso, a Petrobras informou à BE Petróleo no final do ano passado que a execução de obras no Brasil é uma possibilidade.

“As plataformas poderão ter parte de sua construção realizada em estaleiros nacionais, considerando os compromissos competitivos que viabilizem a produção segundo o cronograma da Petrobras”, disse a companhia.