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De Davos para o Brasil, CEO da Total, Patrick Pouyanné, encontra com diretor-geral da ANP

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Depois de um encontro na última quinta-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Davos, na Suíça, o CEO da Total, Patrick Pouyanné, rumou para o Brasil. Amanhã, se reúne com o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, na sede da agência, no Rio de Janeiro.

A Total é hoje a única operadora privada de produção no pré-sal da Bacia de Santos, com a aquisição da participação da Petrobras no campo de Lapa. Participou ativamente do leilões de petróleo no pré-sal após o fim da operação única da Petrobras. Fechou parcerias com a própria estatal e com a BP, mas acabou não conseguindo levar áreas nas concorrências.

Está olhando, em conjunto com a Petrobras, projetos para eólica onshore e offshore no país e tem ainda participação em projetos de gás natural não associados que estão em fase de desenvolvimento como a descoberta de Pão de Açúcar.

E são justamente os projetos de gás natural e renováveis as apostas de Pouyanné para crescimento da atuação da empresa, que pretende cada vez mais atuar em energia. Em entrevista, ainda em Davos, para a rede CNBC, afirmou que a empresa continuará investindo em hidrocarbonetos, mas mais gás natural do que petróleo.

“Queremos diminuir, fundamentalmente, o conteúdo de CO2 dos produtos energéticos que vendemos para nossos clientes, temos a ambição de diminuí-lo no mínimo de 25% até 2040, 15% até 2030. Estamos nesse caminho, e por isso introduzimos na estratégia um novo segmento sobre eletricidade de baixo carbono e, muito seriamente, gastamos mais de US$ 2 bilhões por ano. Em 2018 foi mais do que isso porque fizemos uma grande aquisição”, disse o CEO da Total.

A ambição da empresa no caminho da eletrificação leva para uma demanda maior por gás natural. “O mercado de eletricidade também exigirá gás natural, gás natural e renováveis. É a receita para o crescimento futuro da minha empresa, e quero que a Total continue a ser uma das principais empresas de energia em 2040”, diz.

Em março de 2017, a Total fechou uma parceria estratégica com a Petrobras, que além da venda da operação do campo de Lapa, prevê a venda de 50% da participação na Termobahia, incluindo as térmicas Rômulo de Almeida e Celso Furtado. As duas térmicas estão ligadas ao terminal de regaseificação, localizado em São Francisco do Conde, na Bahia, onde a Total terá acesso à capacidade de regaseificação visando o suprimento de gás para as térmicas.