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Plano de negócios da Petrobras é o melhor desde 2015

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O Plano de negócios 2019-2023 da Petroleira foi divulgado essa semana e é o melhor desde 2015

A Petrobras apresentou ao Conselho de Administração da Companhia, na última quarta feira (28/11), seu plano de negócios para os próximos cinco anos. A empresa planeja investir U$ 85 Bilhões, quase R$ 327 Bilhões no período 2019-2023, é o maior nível de investimento desde o plano de negócios de 2015-2019 que foi de U$ 98,5 Bilhões.

Conforme já declarado pelo seu novo presidente, a estatal vai focar mesmo na sua atividade principal, a Exploração e Produção, aproveitando os campos do pré-sal e suas novas rodadas de negociação. O novo planejamento da companhia indica um crescimento nos investimentos em relação ao plano vigente 2018-2022 que previa U$ 74,5 Bilhões, portanto um aumento de U$ 10,5 Bilhões, uma excelente notícia, visto que desde 2015, quando foi deflagrada a operação lava-jato, a companhia vinha reduzido os investimentos.

O futuro presidente da Petrobras, indicado pela equipe econômica de Jair Bolsonaro, Roberto Castello Branco, gostaria que o plano passasse pelo seu crivo, ao assumir em janeiro do ano que vem, porém as normas da companhia preveem que a proposta, que já passou pelo comitê estratégico, seja aprovada até o fim do ano.

Fazendo caixa
O atual plano de investimentos só reforça a necessidade da Petrobras vender ativos para se solidificar financeiramente, a empresa já declarou que vai arrecadar o montante de US$ 823,1 milhões com a venda de suas participações em 34 campos terrestres no Nordeste e de três antigos campos marítimos no pós-sal da Bacia de Campos, na costa fluminense.

Segundo o atual presidente da empresa, Ivan Monteiro, a empresa já faturou U$ 5 Bilhões com venda de ativos, mesmo com os dois negócios citados, os valores ainda estão longe da meta de U$ 7,5 Bilhões em vendas até o fim do ano, principalmente levando-se em conta que, apenas U$ 108 Milhões serão recebidos no ato de assinatura dos contratos, pois o restante será recebido no fechamento das operações, com ajustes.

A meta de Ivan Monteiro era faturar U$ 21 Bilhões entre 2017 e 2018, mas foi reduzida para U$ 7,5 Bilhões devido as dificuldades de se desfazer de alguns negócios, como por exemplo, medidas judiciais que impedem a venda de fatias em refinarias e a TAG, rede de gasodutos do Nordeste, que tem valor de mercado de U$ 8 Bilhões, sem contar com a suspensão da venda da Liquigás pelo CADE.

Entre os casos de sucesso nas vendas estão os 34 campos maduros de produção terrestre na Bacia de Potiguar (RN), por US 453,1 Milhões para a brasileira 3R Petroleum e a venda para a anglo-francesa Perenco de sua participação nos campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, o chamado Polo Nordeste, em águas rasas na Bacia de Campos. A Petrobras receberá por eles, no total, US$ 370 milhões.