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Navios geram a mesma poluição que a Alemanha inteira

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O transporte de cargas através de navios, hoje em dia, responde por mais de 80% das movimentações entre os continentes, fazendo com que a representatividade do transporte marítimo seja elevadíssima no cenário mundial. Seu lado negativo é o fato de ser a indústria que emite anualmente a mesma quantidade de dióxido de carbono e de outros gases com efeito estufa que a Alemanha, um dos maiores poluidores da Europa.

A ponto da Organização Internacional Marítima entrar na questão e ajudar os operadores de navios cargueiros a diminuir em 85% a produção de enxofre e a decretar uma ambiciosa meta de cortar, até 2050, a metade do total de emissão de gases nocivos.

Fontes alternativas

Sob o argumento da influência da emissão de gases prejudiciais ao clima mundial, a indústria marítima já está aplicando estratégias de combate, como por exemplo, desenvolver sistemas de propulsão que anulem suas emissões de gases, usando combustíveis menos agressivos, já temos exemplos de companhias de navegação que planejam utilizar restos de peixe como combustível, ou outro exemplo, seria o uso de gás natural liquefeito, muito embora, só isso não seja suficiente para cumprir as metas da Organização Internacional Marítima.

A Bloomberg, agência de notícias financeiras, em seu editorial, publicado nesta quarta-feira (26/12), divulgou que o andamento dessas estratégias são um excelente primeiro passo, mas para alcançar as metas de 2050, as operadoras de cargueiros tem que encontrar fontes alternativas de energia.
A agência cita inclusive estratégias que as operadoras deveriam seguir, como mudanças no processo de descargas dos navios nos portos, a utilização de eletricidade de terra ao invés de utilizar seus geradores queimando óleo combustível que geram gases nocivos, essa técnica é conhecida como “cold ironing”, muito utilizada nos tempos dos navios á vapor.

A agência de notícias aponta ainda que o estado da Califórnia, nos EUA, é tido como um exemplo ao mundo, pois seus portos comerciais já exigem o “cold ironing” dos operadores marítimos e até sugere uma outra alternativa, a da propulsão movida a energia nuclear para os navios, visto que, casos de sucesso no mundo não são novidades.

No final dos anos 50, o governo americano financiou a construção do navio Savannah, que durante anos transportou mercadorias e passageiros, assim como na Antiga União Soviética, onde na década de 80, um cargueiro chamado Sevmorput, movido a energia nuclear foi construído e opera até hoje.

O jornal finaliza o artigo destacando que nenhuma das alternativas funcionarão sozinhas, necessita-se de um esforço conjunto das operadoras, dos construtores e dos governos, pois falta a aplicação de medidas concretas, mas que o fato da indústria acatar as recomendações da Organização Internacional Marítima já em bom sinal, pois 2050 já está logo ali.