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Investimentos bilionários após leilões do pré-sal dão novo ânimo à indústria naval em 2019

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Uma das grandes expectativas para 2019 é a retomada da indústria Naval Brasileira, extremamente afetada pela crise que o país atravessa desde o início da Operação Lava Jato, assim como toda a cadeia de petróleo.

O número de empresas do setor que quebraram ou ainda tentam a sobrevida através das recuperações judiciais, ainda é muito significativo. Por isso, dentro do Projeto Perspectivas 2019, o Petronotícias ouviu o atual  Diretor Regional da SOBENA, Sociedade Brasileira da Engenharia Naval, Ronald Carreteiro. Profissional experiente, Engenheiro Mecânico, com MBA em Economia Industrial e  Engenharia de Petróleo e Gás, Mestrado em Administração de Negócios, Ex- Presidente de Estaleiro e de Empresa de Navegação que também  foi Diretor de Gás Natural e Alternativos Energéticos da  Petrobrás Distribuidora.  Vamos saber as suas opiniões sobre o ano de 2018 e as perspectivas para 2019.

– Como analisa os acontecimentos de 2018 em seu setor?

A Agência Nacional de Petróleo  calculou como sendo de R$ 3,5 bilhões os investimentos mínimos na exploração das 68 áreas arrematadas nos leilões de 2017 e 2018. O primeiro elo da cadeia a já sentir os efeitos foi o de sísmica e perfuração de poços. O Ibama recebeu em 2018 mais de doze pedidos de licenciamento para campanhas de aquisição sísmica.  A exploração no mar já respira uma retomada, enquanto em terra está dfddsdpraticamente parada, há dois anos, aguardando os desinvestimentos dos ativos terrestres da Petrobrás.

Os leilões de 2017 e 2018 atraíram, ao todo, 20 operadoras diferentes, dentre elas gigantes como a ExxonMobil, Shell, BP, Equinor  e Chevron. Em Macaé, vem crescendo a procura de terrenos por parte de fornecedores, de olho nas perspectivas de encomendas dos leilões e de retomada dos investimentos na Bacia de Campos. A Petrobrás fechou com a Equinor e a TOTAL e negocia com a chinesa CNPC um conjunto de parcerias para projetos e a retomada do COMPERJ.

Segundo dados da Firjan, o número de empregados no setor de óleo e gás, no Rio de Janeiro, acumula três anos seguidos de queda. Depois de atingir um pico de 96 mil profissionais em 2014, caiu para cerca de 82 mil em 2017.  O ano de 2019 é o ano da retomada, mas o processo é lento e gradual. Espera-se que a partir de 2020 se possa retornar a casa dos 100 mil empregados.

– Quais seriam as soluções para os problemas que o país atravessa?

– Foquei em alguns dos problemas, propondo  as seguintes soluções: Incentivos ao petróleo?  Por que não aos Alternativos Energéticos?
Subsidiar o petróleo não é uma estratégia correta. A solução seria  incentivar alternativos energéticos como grande estratégia nacional, especialmente o etanol, que é ingrediente fundamental para progredir na geração de energia por fontes renováveis, em paralelo a energia eólica e solar, e focando-se em PCHs-Pequenas Centrais Hidrelétricas e a geração de energia elétrica através do uso da energia cinética dos rios. Centrar esforços na bateria a grafeno para que a bateria possa ser mais um item flex para nossa indústria automobilística, junto com gás natural veicular e o álcool carburante. Todo parque de Postos de Serviços no País passariam a ser multiflex, além de conveniências especializadas face as soluções regionaisestaleiro

Um outro problema é o  BNDES que domina a oferta de crédito a longo prazo, serviço que deveria ser disponibilizado também pelos bancos privados. Além disso, a maior parte dos empréstimos da instituição é destinada a empresas de porte grande. A solução seria o BNDES  diminuir sua participação no financiamento de grandes empresas e passar a investir em pequenas e médias, além de financiar projetos de infraestrutura e inovação, no Brasil.

As despesas com aposentadoria no Brasil serão um problema no médio e longo  prazos. A alternativa seria escolher um ponto entre o ajuste inflacionário e os aumentos do salário médio para colocar o fator de indexação das aposentadorias. Aumentar a idade mínima para aposentadoria dentro de um planejamento gradual, criar incentivos para que o trabalhador continue ativo após sua aposentadoria, criando-se incentivos para que retorne aos Bancos Escolares e procure uma nova atividade construtiva. As empresas teriam a obrigatoriedade de contratar aposentados e gozaria de incentivos para esta finalidade. Outro ponto crucial é a reforma do sistema de aposentadoria dos servidores públicos.

– O que espera do Governo Bolsonaro? Está pessimista ou Otimista?

– Sinto muito otimismo entre as pessoas que me relaciono. Basta ver a escolha dos Ministros. Um time de Craques. Agora é dar ao time um padrão de jogo, táticas e estratégias, pois competência individual não falta, estabelecendo-se a visão do tamanho do Estado adequado e o Máximo de Benefícios para a sociedade.