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Futuro ministro de Minas e Energia defende aumento da energia nuclear

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O novo ministro de Minas e Energia, almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite, realizou palestras ao longo deste ano defendendo a diversificação da matriz energética brasileira e o aumento do papel da energia nuclear.

"No Brasil, 2,2% [da energia gerada] é proveniente de energia nuclear, o que nos parece um paradoxo para um país que tem a sétima reserva global de urânio", disse o almirante, durante palestra no Clube de Engenharia no Rio de Janeiro em 24 de abril com o tema "Programa Nuclear da Marinha e Programa de Desenvolvimento de Submarinos".

Na ocasião, o futuro ministro do setor elétrico afirmou que, considerando as reservas de urânio já descobertas no Brasil, o país poderia ter 100% da geração de energia pela fonte nuclear durante 100 anos.

"Nós entendemos que o investimento na tecnologia nuclear é um compromisso com o futuro, e que a diversificação da matriz energética significa segurança", afirmou.

Os investimentos em geração de energia nuclear no Brasil são feitos por meio da Eletronuclear, contratada pela Eletrobras, concessionária das usinas Angra 1, Angra 2 e Angra 3 — esta última com as obras paralisadas.

Juntas, Angra 1 e 2 têm potência instalada de 1.990 megawatts (MW). Angra 3, cujas obras estão suspensas desde 2015, terá outros 1.350 MW.

Recentemente, o governo dobrou a tarifa de energia da usina para R$ 480 por megawatt-hora (MWh), o que deve permitir a retomada da sua construção, com o apoio futuro de um sócio privado.