WHAT'S NEW?
Loading...

Com financiamento da Petrobras, Coppe/UFRJ inaugura sistema que simula correntes marinhas

Resultado de imagem para Com financiamento da Petrobras, Coppe/UFRJ inaugura sistema que simula correntes marinhas

O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coppe/UFRJ inaugurou na última quarta (19), no Parque Tecnológico do Rio, na Cidade Universitária, um novo sistema capaz de reproduzir correntes marinhas com alta precisão. Com investimento de 18,8 milhões da Petrobras e R$ 3,2 milhões da Finep, o simulador contribuirá para estudos necessários à exploração de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, como as do pré-sal.

Capaz de reproduzir as características da correnteza em águas brasileiras, o equipamento é composto por seis motores e seis bombas hidráulicas operados de modo independente. O sistema permite que a velocidade e o direcionamento de cada uma das seis correntes geradas sejam modificados, sem que se altere as demais.

Com o sistema de correnteza, será possível realizar ensaios experimentais incorporando todas as características ambientais offshore, inclusive a correnteza, o que antes não era possível. Isso permite o desenvolvimento e aperfeiçoamento de cálculos de dutos, por exemplo, e visa a otimização de custos da elaboração, da instalação e da intervenção em equipamentos submarinos.

Para o Orlando Ribeiro, gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, “o sistema de geração de correnteza do LabOceano colocará o país em destacada liderança no desenvolvimento de pesquisas tecnológicas na área de engenharia naval e oceânica, dando suporte às atividades estratégicas de exploração e produção de óleo e gás em águas profundas e ultra-profundas.”

O professor Paulo de Tarso Esperança, coordenador executivo do LabOceano, explica que o sistema amplia a capacidade do laboratório para reproduzir, da melhor maneira possível, a diversidade das correntes marinhas. “Tanto para simulações nos campos do pré-sal como nas águas menos profundas, as correntes são importantes, por exemplo, para representar a dinâmica dos risers, estruturas que conectam o poço de petróleo à plataforma”.

Investimento em pesquisa otimiza projetos

O sistema de correnteza foi instalado em um prédio anexo ao LabOceano, que possui o tanque mais profundo das Américas (15m), e o segundo do mundo.  Lá são realizados ensaios experimentais com modelos de plataformas em escala reduzida, reproduzindo o seu comportamento dinâmico, para avaliar e otimizar projetos.

No laboratório, a Petrobras realizou estudos das plataformas P-55, P-66 e do Terminal de Gaseificação da Baía de Todos os Santos. Neste último, foi utilizado o fundo móvel do LabOceano, implantado em 2010, também com recursos da companhia.

A Petrobras já realizou mais de 80 ensaios no LabOceano, que contribuíram para o alcance de maturidade tecnológica para a exploração e desenvolvimento da área do pré-sal, com segurança e disciplina de capital. “O conjunto de informações geradas pelos ensaios realizados contribuiu significativamente para o aperfeiçoamento das estruturas projetadas, permitindo avaliar suas características em laboratório antes da instalação no mar, minimizando riscos, aumentando a segurança e reduzindo custos dos empreendimentos”, relata Rodrigo Barreira, um dos representantes da Petrobras em projetos com o LabOceano.

Aportes em universidades

Os investimentos da Petrobras no laboratório fazem parte da estratégia tecnológica da companhia, que mantém parceria com cerca de cem instituições de ciência e tecnologia, com investimentos em pesquisas e em laboratórios. Nos próximos cinco anos, a Petrobras investirá R$13 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e metade deste valor será destinado a instituições de ensino superior no país.