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Petrobras: foco deve ser no pré-sal, diz Castello Branco

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O futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que o foco da estatal, a partir do ano que vem, deve ser a exploração do pré-sal. A declaração foi dada nesta última terça-feira (20), logo após uma reunião da equipe de transição do governo de Bolsonaro no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, da qual Castello Branco participava.

Questionado por jornalistas ao sair do encontro, Castello Branco destacou que, quando assumir o comando da Petrobras , em 2019, a prioridade “deve ser na aceleração da exploração do pré-sal .”

Perguntado sobre possíveis privatizações na estatal, o economista afirmou que os detalhes dos planos para a empresa serão dados em breve, incluindo informações sobre vendas dentro da Petrobras.

Na segunda-feira (19), o presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou que  partes da estatal poderão ser privatizadas durante a sua gestão, que começa em 1º de janeiro de 2019. Segundo ele, a Petrobras é uma empresa estratégica, que “pode ser privatizada em partes.”

"Alguma coisa da Petrobras pode ser privatizada, mas não toda. A Petrobras é estratégica. Estou conversando com o Paulo Guedes [futuro ministro da Economia na gestão Bolsonaro] sobre levar adiante o plano para privatizar parte da estatal", disse o próximo Presidente da República.
Na semana passada, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou que não defende a privatização da Petrobras , mas é a favor da venda de uma de suas distribuidoras, a BR Distribuidora. Em sua conta no Twitter, Mourão escreveu que considera a estatal uma “empresa patrimônio” do Brasil e que o governo de Bolsonaro  “estuda a possibilidade de privatizar a BR Distribuidora”, sem ainda qualquer tipo de confirmação.

O economista Castello Branco foi confirmado como o próximo nome a assumir o comando da Petrobras na última segunda-feira (19).

O escolhido para chefiar a empresa deu declarações recentes de que era favorável à privatização da empresa e seu anúncio deixou o mercado financeiro desconfiado.  Em junho deste ano, após a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras durante a greve dos caminhoneiros, Castello Branco escreveu um artigo no jornal Folha de S.Paulo defendendo que "é inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada."

Independentemente disso, Bolsonaro afirmou que deu "carta branca" para Paulo Guedes indicar quem quisesse para compor a equipe econômica do governo, incluindo o cargo de direção na Petrobras . "[Castello Branco] é uma indicação do Paulo Guedes. Eu estou dando carta branca a ele. Tudo que é envolvido com economia é ele que está escalando o time. Eu só, obviamente, e ele sabe disso, estamos cobrando produtividade. Enxugar a máquina e buscar, realmente, fazê-la funcionar para o bem-estar da nossa população", declarou o presidente eleito.