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Empresa fecha parceria no RJ visando retomada do setor de óleo e gás

Resultado de imagem para MRM, Marcos Gomes

A gradual retomada do setor de óleo e gás tem incentivado o planejamento dentro de muitas empresas nesse momento de reaquecimento do mercado. No caso da MRM, que oferece de soluções logísticas, a crise afetou as operações, forçando a companhia a fazer uma reestruturação para atravessar os momentos de baixa demanda.

O clima agora, porém, é outro e a ideia é voltar a crescer, conforme explica o diretor da MRM, Marcos Gomes. “Sempre acreditamos e trabalhamos muito em cima do mercado de óleo e gás. Então, o plano é se manter dentro desse setor e aproveitar a retomada que está em curso”, afirmou.

O executivo detalhou ainda uma das novidades da empresa –  um projeto em parceria com o aeroporto de Cabo Frio (RJ) para oferecer alternativas de armazenagem ao setor de petróleo. Gomes também revela o plano de reforçar a equipe comercial já a partir do próximo ano. Por fim, ele se diz otimista com a mudança de governo e espera por boas mudanças vindas da administração de Jair Bolsonaro. “É um governo que, nos discursos, tem prometido a desregulamentação de muita coisa e a desburocratização. Isso, dentro do nosso mercado, é muito importante”, disse.

Quais os principais projetos atualmente em andamento no setor de óleo e gás?

O projeto atual que temos é uma parceria com o aeroporto de Cabo Frio, oferecendo a nossos clientes alternativas de armazenagem voltada especialmente ao setor de petróleo e as empresas do Norte Fluminense.  Com essa retomada da atividade do óleo e gás, a ideia é que possamos oferecer aos clientes de Macaé e Norte Fluminense um terminal para movimentação de cargas. Isso com valores mais baixos do que são cobrados em outras unidades. A nossa atuação consiste em fomentar a atividade no Aeroporto de Cabo Frio, aproveitando essa mudança do mercado. E fazendo com que as empresas operem por lá.

Existem outros projetos em curso?

Estamos envolvidos em dois projetos, mas as empresas pediram um acordo de confidencialidade e, por isso, não posso entrar em detalhes.

Quais os planos futuros da empresa para o segmento de óleo e gás?

Sempre acreditamos e trabalhamos muito em cima do mercado de óleo e gás. Então, o plano é se manter dentro desse setor e aproveitar a retomada que está em curso, a partir dos novos leilões e com a Petrobrás querendo passar a questão da cessão onerosa. Temos novas empresas entrando no mercado e [novas] operadoras que poderão atuar de forma independente, sem a obrigatoriedade de sociedade com a Petrobrás. Queremos aproveitar essa crescente para nos consolidarmos ainda mais nesse mercado.

Qual a importância do mercado de óleo e gás para os negócios da MRM?

Até 2015, a importância em termos percentuais era de 60%. Mas com a queda do mercado, procuramos outras atividades para compensar. Hoje, apesar de ainda sermos bem focados na área, temos em torno de 30% de movimentação relacionada ao O&G. Os outros 70% estão bem pulverizados entre os demais setores.

O senhor poderia mencionar quais são esses outros setores de atuação?

Estamos atuando em outros estados, principalmente em São Paulo e no Sul do Brasil, com empresas exportadoras. Por exemplo, temos um acordo com uma empresa dos EUA que importa lápis. Estamos também trabalhando frequentemente com empresas que trabalham com telecomunicações. E também no ramo de navegação, na área de peças para empresas desse ramo.

A empresa passou recentemente por uma reestruturação. O senhor poderia detalhar como foi esse processo?

Na nossa reestruturação, mudamos de localidade. Estávamos no aeroporto do Galeão (RJ), com uma estrutura muito grande. Hoje, estamos dentro de uma nova estrutura, no Centro (RJ), já com o planejamento de reformular a equipe comercial, com mais duas ou três pessoas. Enxugamos estrutura e demos mais independência dentro de cada setor, de forma que as pessoas sejam suas próprias gestoras dentro do projeto operacional. Com isso, conseguimos otimizar tanto os processos quanto os custos. Agora, no próximo ano, estamos vendo a possibilidade de voltar a contratar novas pessoas para reativar nosso setor comercial, que foi bastante afetado.

Como o senhor avalia a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência?

A nossa perspectiva é muito boa. É um governo que, nos discursos, tem prometido a desregulamentação de muita coisa e a desburocratização. Isso, dentro do nosso mercado, é muito importante, porque nosso setor é muito travado. São muitas legislações e interpretações. Estamos bem otimistas com esse novo governo, especialmente na questão do comércio internacional, abrindo ainda mais as portas de transações com outros países por meio de acordos. Eu vejo que o novo governo quer buscar referências de países desenvolvidos para poder se espelhar. Isso é algo muito positivo.

A questão da reforma trabalhista é bastante importante. Para o empresário, é muito complicado contratar no Brasil atualmente. Em conversas com outros gestores, eu vejo que existe um receio na hora de contratar. Existe muita incerteza. As pessoas estão focadas em contratar a pessoa certa, porque se contratar errado, será uma perda grande tanto de tempo quanto monetária, por causa dessa engrenagem trabalhista do Brasil.