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Vale prevê investimentos modestos e lucrativos; vê salto em metais básicos em 2020

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Com foco em ganhos para seus acionistas, a Vale vai investir em projetos que tragam retornos expressivos para a mineradora e que exijam aportes modestos, disse o presidente-executivo da empresa, Fabio Schvartsman, durante teleconferência com analistas nesta quinta-feira.

As estratégias ocorrem em meio a um aumento do fluxo de caixa livre da empresa, que deverá atingir 10 bilhões de dólares em 2018, quase o triplo do registrado no ano passado, segundo informou a empresa anteriormente, prevendo grande repasse aos acionistas.

O executivo reiterou nesta quinta-feira que o foco da empresa no horizonte de curto prazo é o pagamento de dividendos, eventualmente recompra de ações, além de possíveis investimentos orgânicos e aquisições, que gerem rentabilidade.

“Nós só faremos investimentos que tenham expectativa de retorno muito significativo, obviamente isso reduz a quantidade de investimentos que nós faremos, o que tende a fazer com que a gente possa perenizar pagamento de dividendos mais encorpado”, disse o executivo, em conferência sobre os resultados no terceiro trimestre.

A Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, sob impacto do câmbio, apesar do forte resultado operacional guiado pela demanda da China por seu minério de ferro de melhor qualidade.

O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos como de flutuações cambiais, subiu cerca de 25 por cento, para 8,3 bilhões de reais, em um período em que a empresa bateu recordes de produção e vendas de minério de ferro e pelotas, com altos prêmios.

Os bons resultados da empresa ocorrem em meio ao desenvolvimento da operação da mina gigante S11D, no Pará, que segundo Schvartsman é “melhoria de qualidade na veia, vai substituir produtos de menor qualidade”.

O executivo reiterou estimativa de atingir produção de 50 milhões de toneladas de minério de ferro ou mais no S11D, neste ano, e explicou que os volumes adicionais da commodity serão “blendados” e não farão pressão de oferta no mercado.

O S11D, no Pará, foi o maior investimento da história da Vale, com cerca de 14 bilhões de dólares.

METAIS BÁSICOS
Enquanto a empresa vem registrando fortes resultados com a área de ferrosos, colhendo frutos do S11D em meio a uma demanda maior da China por seu minério de melhor qualidade em relação a de seus principais concorrentes, Schvartsman vem trabalhando para agregar mais valor para a área de metais básicos.

O executivo disse que a Vale já tem visão mais clara sobre a divisão e previu um salto expressivo para a área em 2020, especialmente em níquel, com melhora de preços e a unidade da empresa mais bem estruturada.

“Minério de ferro apresentará resultados crescentes ao longo dos próximos trimestres enquanto metais básicos está se preparando para o horizonte de 2020”, afirmou.

Desde que assumiu a empresa, no início de 2017, o executivo vem cortando produção, enquanto os preços do níquel estão baixos.

Durante esse tempo, também vem realizando uma reestruturação da área, em busca de maiores retornos no futuro.

“Nossa expectativa é que em 2020 a área de metais básicos tenha um salto expressivo de resultados pela combinação de provável recuperação de preços, provável importante redução de custos e salto de volume que a companhia terá em 2020”, disse ele.

A previsão apresenta uma mudança em relação a previsões anteriores. No início do ano, o presidente falava em uma estratégia de diversificação e previu elevar a participação da divisão de metais básicos em seus resultados a 30 por cento até o fim de 2019, em uma expectativa conservadora, com a consequente redução da exposição aos ferrosos.

O comentário vem um dia depois de a Vale ter aprovado investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento de baterias para carros elétricos no futuro.

Schvartsman disse que a Vale terá notícias sobre a mina de níquel da Nova Caledônia “proximamente”, mas não entrou em detalhes. A empresa tem procurado encontrar um parceiro para o ativo. Além disso, disse que a empresa permanece avaliando medidas para trazer mais valor para VNC.

Por Marta Nogueira e Alexandra Alper