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Recuo da indústria acelerou em setembro, diz CNI

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A produção da indústria teve um recuo em setembro mais intenso do que no mesmo período do ano passado, mostrou a sondagem mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice de evolução da produção ficou em 47,2 pontos no mês passado. Como está abaixo dos 50 pontos, mostrou queda da produção na comparação com o mês anterior. Em setembro do ano passado, o indicador havia registrado 48,1 pontos, o que significa dizer que a queda da produção foi mais intensa agora do que em 2017.

O levantamento da CNI aponta ainda que houve uma melhora na utilização da capacidade instalada na comparação com setembro do ano passado, mas que ela segue abaixo da registrada em períodos de bom desempenho da indústria, como entre 2011 e 2014.
O índice de Utilização da Capacidade Instalada efetiva em relação ao usual (UCI efetiva/usual) recuou 2,5 pontos em setembro, para 42,8 pontos. O índice é 1 ponto percentual maior que o obtido em setembro de 2017, mas continua distante da linha divisória de 50 pontos, que separa atividade abaixo do usual para desempenho acima do usual.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 1 ponto percentual entre agosto e setembro de 2018, para 68%. Apesar da queda, o índice é 2 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo mês dos últimos três anos (2015-2017). Desde junho, a UCI supera o registrado no mesmo mês dos três anos anteriores, mas fica abaixo do registrado entre 2011 e 2014.

O documento mensal da CNI ressalta também que os dados trimestrais mostram "melhora das condições financeiras das empresas, que haviam piorado nos dois últimos trimestres". Embora permaneça longe do satisfatório, a situação financeira da indústria é fundamental para a retomada dos investimentos, segundo a confederação.

De acordo com as 2.190 empresas entrevistadas para o levantamento, a elevada carga tributária e a demanda insuficiente foram os principais problemas enfrentados pela indústria no terceiro trimestre. As reclamações em relação à carga tributária, no entanto, ganharam força em relação ao segundo trimestre (de 39,2% para 42,7%), enquanto as queixas sobre a demanda permaneceram no mesmo patamar (na casa dos 30%). Câmbio, juros e energia são outros problemas que ganharam força no período.

Do lado oposto, caíram as reclamações sobre as dificuldades na logística de transporte: 14,1% no terceiro trimestre, quase a metade da observada (26,6%) nos três meses anteriores, quando houve a paralisação dos caminhoneiros.

O índice de evolução do número de empregados registrou 49,2 pontos em setembro, ou seja, mostra queda do emprego industrial. O índice é praticamente o mesmo registrado em agosto. Já o indicador de evolução do nível de estoques ficou em 50,6 pontos, apontando aumento entre agosto e setembro. Com isso, os estoques mantiveram-se acima do planejado pelas empresas.

A disposição de investir do empresário não se alterou em outubro. O índice de intenção de investimento aumentou 0,1 ponto, para 50,9 pontos.