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Participação em leilão do pré-sal foi aposta em longo prazo, diz BP

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A participação da britânica BP na 5ª Rodada de Partilha de Produção do Pré-sal, promovida nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), foi aposta em longo prazo da empresa no setor no país, na análise de Felipe Arbelaez, presidente regional da BP na América Latina.

Sobre a expectativa de mudanças no setor, no Brasil, depois das eleições, Arbelaez repetiu o que grande parte das companhias do setor de petróleo costumam dizer sobre o tema. “Temos uma visão de longo prazo. Nós operamos em vários países pelo mundo, onde eleições e ciclos políticos ocorrem, e temos uma visão que considera 30 anos de investimentos. E o Brasil tem um longo passado de respeito às leis e aos contratos. Não estamos preocupados com a eleição [presidencial] e esperamos que o novo governo mantenha os regulamentos anunciados recentemente, que se refletiram no apetite e no interesse da indústria [pelos leilões]”, disse o executivo, dizendo não acreditar que o leilão de hoje tenha sido a última oportunidade de entrada no pré-sal.

Para Arbelaez, a entrada da companhia no pré-sal como operadora é um desafio interessante que a BP vai enfrentar no Brasil. Segundo ele, a companhia tem tecnologia e conhecimento sobre a geologia do pré-sal, já perfuramos estruturas semelhantes em outras regiões do mundo.

A BP será operadora de Pau-Brasil, na Bacia de Santos, com participação de 50%, tendo como sócios a colombiana Ecopetrol (20%) e a chinesa CNOOC (30%). Com esse resultado a empresa britânica passa a ter participação em 25 blocos no Brasil.

Questionado sobre o fato de não ter a Petrobras como parceira, Arbelaez disse que “tem uma enorme respeito" pela estatal, que considera uma "empresa fantástica” e líder na operação do pré-sal no Brasil. “Estamos com ela em outros blocos, temos uma ótima relação de trabalho com ela e esperamos cooperar no futuro em tecnologia”, disse o presidente regional da BP.

Após a 5ª Rodada, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse não ver risco de retomada pelo próximo governo das áreas exploratórias de petróleo e gás, inclusive no pré-sal, notando não haver risco de uma revisão dos contratos firmados até hoje. "O Brasil tem uma tradição de segurança jur´diica. O que está assinado será respeitado", afirmou.