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EMPREGOS: Porto de Santos terá dutovia para etanol

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O Porto de Santos deve receber uma das saídas da maior dutovia de etanol do País. Depois de três anos do projeto de expansão paralisado, uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai permitir que a empresa Logum Logística dê continuidade ao empreendimento e amplie o traçado da malha logística de distribuição do combustível, que hoje conta com 350 quilômetros.

O aval para a próxima etapa, que inclui três fases de expansão, foi dado pela Superintendência-Geral do Cade, que nesta semana autorizou a reorganização societária da Logum.

Seguindo uma exigência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financia o projeto, a Odebrecht Transport Participações e a Camargo Corrêa, que tinham 20,77% e 10% de participação, respectivamente, deixaram o quadro de acionistas da empresa. Suas ações foram vendidas para a Raízen, a Copersucar e a Petrobras.

A primeira fase, cujas obras devem começar no início do próximo ano e serão finalizadas até 2022, leva o duto a Guarulhos, São Caetano do Sul e São José dos Campos, em São Paulo. O acesso do etanol ao cais santista está previsto no segundo trecho da ampliação, com custo estimado de R$ 1,1 bilhão. E é daqui que o combustível seguirá para a exportação e outros portos do País (cabotagem). Na etapa final, ele chegará a Itumbiara (GO).

Projeto


Ao final de sua implantação, o Sistema Logístico de Etanol, conhecido como etanolduto, concebido na época do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2), com previsão de investimentos de R$ 7 bilhões, deve passar por 45 municípios, ligando as principais regiões de produção do combustível em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, ao principal centro de armazenagem no município de Paulínia, no interior paulista.

De lá, o produto será transportado para entrega nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, além da saída para o cais santista. Quando concluído, a capacidade de transporte ultrapassará 20 milhões de m² de etanol por ano e a de armazenamento, 1,2 milhão de metros cúbicos de etanol.

O primeiro trecho do sistema de dutos da Logum entrou em operação em agosto de 2013, com a inauguração de um terminal em Ribeirão Preto, transferindo combustível de distribuidoras e produtores até Paulínia, através de um poliduto de 207 quilômetros de extensão. A segunda rota, com 143 quilômetros entre Uberaba e Ribeirão Preto, entrou em operação em abril de 2015. Para essa etapa, que além dos dutos inclui a infraestrutura de coleta, armazenamento e entrega de etanol, a Logum contratou, junto ao BNDES, um financiamento de curto prazo no valor de R$ 1,7 bilhão.

Agora, o banco analisa a proposta da empresa para contratação de financiamento de longo prazo, a fim de quitar o atual financiamento e disponibilizar novos recursos para a realização dos investimentos previstos pela Logum.

Para a continuidade da construção do duto, é necessário obter outorga de autorização de construção (AC) da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O órgão afirma que o projeto da linha até o Porto de Santos ainda não foi submetido.

Procurada para comentar o projeto, a empresa não quis se manifestar antes do início da primeira fase de obras da expansão do projeto.