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Com apoio do Senai, concorrentes se unem para desenvolver produto


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Um grupo de 11 pequenas e médias empresas da área de autopeças irá participar de um projeto ambicioso e inovador: desenvolver baterias no sistema start-stop, presentes hoje em apenas 15% dos automóveis no Brasil, mas que se estima estarão em todos os automóveis fabricados no país até 2021.

As 11 empresas são dos estados do Paraná - 8 participantes - Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. O consórcio foi organizado pelo Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que coordenará o desenvolvimento do produto por meio da sua rede de 26 institutos de inovação.

O projeto - cujo custo total é projetado em R$ 3,7 milhões - vai levar dois anos para terminar e contará com financiamento de R$ 1,2 milhão do Senai e de R$ 1,2 milhão da Embrapii - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. O restante da verba será dividido entre as 11 empresas consorciadas, que entrarão com R$ 110 mil cada uma delas, em suaves parcelas.

Apesar de juntas na empreitada, cada empresa terá, ao final do projeto, um produto único, devido ao fato de que cada fabricante utiliza uma matéria-prima e as manipula de forma diferente. “A solução tecnológica é a mesma, mas cada empresa vai ter o seu próprio produto”, explica Marcos Berton, pesquisador-chefe do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, do Paraná.

Bem mais sofisticada do que as baterias convencionais, as baterias que funcionam no sistema start stop destacam-se principalmente pela economia de combustível e pelas vantagens ambientais que proporcionam.

No sistema, o motor é automaticamente desligado toda vez que o condutor para o veículo, em um semáforo, por exemplo, e religado quando o motorista pisa no acelerador. Esse regime de funcionamento faz com que a bateria do carro seja mais exigida do que as tradicionais (de partida).

Além de abrir espaço para um investimento coletivo em um produto estratégico, o consórcio - o primeiro no Brasil com tantas empresas concorrentes unidas para desenvolver um novo produto do começo ao fim - também já permitiu às 11 companhias a melhoria das baterias de chumbo-ácido que hoje comercializam.