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Vale faz estudo preliminar para ampliar mina em Carajás

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A Vale está fazendo estudos preliminares para uma possível expansão da mina S11D, na Serra Sul de Carajás, no Pará, segundo confirmou o Valor com fontes com conhecimento do assunto. A análise sobre uma possível expansão do S11D se enquadra dentro do planejamento estratégico que está sendo preparado pela companhia, mas os estudos ainda estão em fase inicial e não há um detalhamento.

A informação de que a empresa avalia expandir o S11D foi tornada pública ontem, em uma conferência na China, pelo diretor-executivo de ferrosos da mineradora, Peter Poppinga, segundo noticiou a agência Reuters. Segundo a agência, Poppinga disse que a Vale estuda expandir o S11D mesmo sem ainda ter alcançado a plena capacidade. Foi inaugurada no fim de 2016. Ele não divulgou números.

A expectativa, disse o executivo, é que a produção do S11D fique próxima de 90 milhões de toneladas em 2019. Hoje são 60 milhões de toneladas. Na avaliação de fontes do setor, faz todo sentido para a Vale examinar a viabilidade de expansão em um momento em que existe demanda crescente da China, maior consumidor mundial, por minério de ferro de alta qualidade, como o de Carajás.
Poppinga afirmou, segundo a agência, que a Vale pretende manter a produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor. Além disso, o executivo disse que espera que quase 90% da capacidade chinesa de produção de aço esteja de acordo com novos padrões para emissões até 2025.

Como já publicado pelo Valor, a Vale entende que está havendo uma mudança estrutural no mercado de minério de ferro com a cotação do produto sendo definida não somente pelo custo de produção, mas cada vez mais por prêmios e descontos que são praticados em relação aos preços de referência do produto. O minério do S11D, além de maior teor de ferro, tem baixos contaminantes, como alumina, sílica e fósforo, o que ajuda na produtividade dos altos fornos das siderúrgicas e reduz a emissão de gases poluentes.

Por isso, recebe prêmios (pagamentos adicionais) em relação ao produto com 62% de teor de ferro, que serve como referência de mercado. O S11D foi o maior projeto já executado pela Vale até hoje na área de minério de ferro e tem capacidade nominal de 90 milhões de toneladas ao ano. Foi um projeto que teve que criar uma série de soluções, do ponto de vista operacional, para restringir os impactos ambientais na região, como correias transportadoras no lugar de caminhões na mina. Até inaugurar o S11D, a Vale enfrentou muitos desafios em expansões em Carajás.

A dificuldade em expandir minas na região se deve ao fato de as reservas de minério de ferro e de outros minerais estarem situadas na Floresta Nacional de Carajás (Flona), um dos poucos remanescente de Floresta Amazônica no Sudeste do Pará. As exigências ambientais e pressões sociais envolvendo qualquer expansão na região tem processos demorados.
A Vale está fazendo estudos preliminares para uma possível expansão da mina S11D, na Serra Sul de Carajás, no Pará, segundo confirmou o Valor com fontes com conhecimento do assunto. A análise sobre uma possível expansão do S11D se enquadra dentro do planejamento estratégico que está sendo preparado pela companhia, mas os estudos ainda estão em fase inicial e não há um detalhamento.

A informação de que a empresa avalia expandir o S11D foi tornada pública ontem, em uma conferência na China, pelo diretor-executivo de ferrosos da mineradora, Peter Poppinga, segundo noticiou a agência Reuters. Segundo a agência, Poppinga disse que a Vale estuda expandir o S11D mesmo sem ainda ter alcançado a plena capacidade. Foi inaugurada no fim de 2016. Ele não divulgou números.

A expectativa, disse o executivo, é que a produção do S11D fique próxima de 90 milhões de toneladas em 2019. Hoje são 60 milhões de toneladas. Na avaliação de fontes do setor, faz todo sentido para a Vale examinar a viabilidade de expansão em um momento em que existe demanda crescente da China, maior consumidor mundial, por minério de ferro de alta qualidade, como o de Carajás.
Poppinga afirmou, segundo a agência, que a Vale pretende manter a produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor. Além disso, o executivo disse que espera que quase 90% da capacidade chinesa de produção de aço esteja de acordo com novos padrões para emissões até 2025.

Como já publicado pelo Valor, a Vale entende que está havendo uma mudança estrutural no mercado de minério de ferro com a cotação do produto sendo definida não somente pelo custo de produção, mas cada vez mais por prêmios e descontos que são praticados em relação aos preços de referência do produto. O minério do S11D, além de maior teor de ferro, tem baixos contaminantes, como alumina, sílica e fósforo, o que ajuda na produtividade dos altos fornos das siderúrgicas e reduz a emissão de gases poluentes.

Por isso, recebe prêmios (pagamentos adicionais) em relação ao produto com 62% de teor de ferro, que serve como referência de mercado. O S11D foi o maior projeto já executado pela Vale até hoje na área de minério de ferro e tem capacidade nominal de 90 milhões de toneladas ao ano. Foi um projeto que teve que criar uma série de soluções, do ponto de vista operacional, para restringir os impactos ambientais na região, como correias transportadoras no lugar de caminhões na mina. Até inaugurar o S11D, a Vale enfrentou muitos desafios em expansões em Carajás.

A dificuldade em expandir minas na região se deve ao fato de as reservas de minério de ferro e de outros minerais estarem situadas na Floresta Nacional de Carajás (Flona), um dos poucos remanescente de Floresta Amazônica no Sudeste do Pará. As exigências ambientais e pressões sociais envolvendo qualquer expansão na região tem processos demorados.