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Vale avalia expansão de projeto bilionário no Pará de olho em demanda chinesa

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A gigante da mineração Vale está avaliando a expansão de seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, disse um executivo da companhia, em busca de ganhos com o crescente apetite por variedades da commodity com alto teor em seu maior mercado, a China.

O S11D foi inaugurado no final de 2016 e foi anunciado como o "maior projeto de minério de ferro da história da empresa e da indústria da mineração", com investimentos totais anunciados de US$ 14,3 bilhões.

Maior consumidora global de minério utilizado na produção de aço, a China aumentou suas compras de minério de ferro de maior qualidade, menos poluente, em meio a sua batalha contra a poluição em suas cidades.

Peter Poppinga, diretor-executivo da Vale, disse durante uma conferência do setor na China que a maior mineradora de ferro do mundo já estuda a expansão do projeto S11D mesmo sem ter ainda alcançado a plena capacidade da unidade, inaugurada em dezembro de 2016.

"Dadas todas essas tendências sobre a qualidade, favoráveis a nós, estamos estudando aumentar o projeto, mas ainda não há números", disse Poppinga.

Na veséra, a Vale superou a fabricante de bebidas Ambev e se tornou a empresa mais valiosa da bolsa de valores paulista B3, atingindo valor de mercado de R$ 305,07 bilhões.

Produção da Vale 

Pesados investimentos no projeto, que extrai minério de ferro de elevado teor, aumentaram as dívidas da Vale nos últimos anos, o que coincidiu com uma forte queda nos preços do minério de ferro.

Poppinga disse que a produção de minério de ferro do S11D deve ficar próxima de 90 milhões de toneladas no próximo ano, ante cerca de 60 milhões de toneladas atualmente.

Ele afirmou, no entanto, que a Vale pretende manter sua produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor.

"Acreditamos que esse é um nível saudável daqui pra a frente, quando você pensa em otimização de margens", disse Poppinga.

"Nós não estamos atrás de participação no mercado, nós estamos atrás de valor e não de volume".

Ele adicionou que espera que quase 90% da capacidade chinesa de produção de aço esteja de acordo com novos padrões para emissões até 2025.