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UE questiona capacidade de seus estaleiros para demolição

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De acordo com o Regulamento de Reciclagem de Navios da UE (SRR), a partir de janeiro próximo as embarcações com bandeiras baseadas nos países da UE terão que ser demolidas em estaleiros aprovados pela UE.

Membros da indústria marítima expressaram ceticismo sobre se eles têm capacidade. Em um relatório divulgado na segunda-feira, a ONG Shipbreaking Platform afirmou que os recicladores de navios europeus têm espaço suficiente.

A ONG calcula a capacidade máxima média dos atuais pátios listados na UE em 1,15 milhões de toneladas, bem acima dos níveis históricos de utilização. Mesmo que os estaleiros não sejam suficientes, afirma a instituição, pátios adicionais na Escandinávia, na Turquia e nos Estados Unidos provavelmente serão adicionados à lista antes do final do ano, trazendo mais capacidade aprovada.

A Associação de Armadores da Comunidade Europeia (ECSA) estima a demanda máxima de sucata na Europa muito mais alta, chegando a 1,6 milhão de toneladas por ano. Também questiona a exatidão da capacidade máxima “teórica” utilizada na estimativa da ONG e regista que os estaleiros da UE nunca reciclaram mais de 65 mil toneladas num ano.

Alguns proprietários europeus alertaram que eles podem ter que mudar a bandeira de seus navios se a UE não expandir a lista para incluir recicladores não-europeus. Em particular, os defensores da indústria promoveram a aprovação de alguns dos shipbreakers do sul da Ásia que atualmente lideram o comércio de navios.

A ONG alega que os estaleiros do sul da Ásia têm condições inseguras de trabalho e poluem o meio ambiente marinho; no entanto, alguns desses estaleiros investiram em atualizações e certificações de instalações para atender ao padrão da Convenção de Hong Kong para a reciclagem de navios.

Os estaleiros de navios na Índia, Paquistão e Bangladesh compram e demolem a esmagadora maioria da tonelagem descomissionada do mundo. Nas tarifas atuais, esses pátios são capazes de oferecer entre US$ 425 e US$ 450 por tonelada. Devido a uma variedade de fatores de mercado , os armadores europeus pagam muito menos — cerca de US$ 125 por tonelada, de acordo com uma estimativa recente da indústria. E o preço pode ser ainda menor se houver substâncias perigosas a bordo do navio.

Esta diferença acentuada significa que a venda de um navio mercante de 20 mil toneladas para um shipbreaker da UE pode custar ao armador milhões de dólares em receitas perdidas.