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Negociação entre Petrobras e CNPC no Comperj está em fase final

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A Petrobras está em fase final de negociação com a chinesa CNPC para sacramentar uma parceria estratégica nas áreas de produção de petróleo e refino. O gerente-executivo de logística da estatal brasileira, Claudio Mastella, disse esperar que o acordo seja fechado ainda neste ano.

Em julho, a estatal brasileira assinou uma carta de intenções com a chinesa para investimentos na conclusão das obras de construção da refinaria do Comperj, em Itaboraí (RJ), e na revitalização de Marlim, campo maduro da Bacia de Campos.

"Estamos na reta final para um acordo [com a CNPC]. Espero que sim [a parceria seja sacramentada neste ano]", disse Mastella, após participar do evento Brazil Energy Future Summit, promovido pelo Conselho Britânico de Energia.

Questionado sobre o andamento de outras parcerias estratégicas, Mastella disse que a Petrobras também mantém conversas com a ExxonMobil e BP, para negócios conjuntos na cadeia de óleo e gás.

Para a Petrobras, a entrada de um sócio com uma capacidade financeira do porte dos chineses permitirá com que a petroleira seja carregada em projetos importantes, os quais a empresa teria dificuldades de desenvolver sozinha.

Já para a CNPC, o acordo pode significar um grande salto na estratégia da companhia de se constituir como uma empresa integrada no Brasil, presente nos principais elos da cadeia de óleo e gás. Recentemente, a PetroChina, subsidiária da CNPC, concluiu a compra de 30% da TT Work, que controla a distribuidora Petronac.

No caso do Comperj, Petrobras e CNPC discutem desde 2017 a possibilidade de a chinesa investir sozinha na conclusão do projeto, em troca de uma participação no empreendimento. As obras da refinaria foram interrompidas em 2015 com mais de 80% de avanço. A Petrobras já investiu US$ 13 bilhões e sinalizou que necessitaria de mais US$ 2,3 bilhões para colocar a refinaria de pé. Uma fonte, contudo, diz que as estimativas atuais superam os US$ 3 bilhões.

Já em Marlim, a ideia é atrair um sócio com capacidade para ajudá-la a bancar os pesados investimentos para revitalização do "cluster", que abrange os campos de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul.