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Mercedes e Grunner lançam caminhão com direção autônoma


A Mercedes-Benz comercializou em setembro 16 caminhões Axor 3131 com direção autônoma, voltados para o trabalho agrícola. O veículo - de um tipo inédito no Brasil e agora em nova versão - é fruto de uma parceria entre a Mercedes e a Grunner, empresa de tecnologia para o campo.

À diferença dos Axor originais, os novos veículos intercalam a operação autônoma com a possibilidade de participação de um motorista. O caminhão recebeu ainda quarto eixo adicional, bitola mais larga, pneus agrícolas de alta flutuação e antenas para captar sinais de satélite, dentre outras configurações. A velocidade média dos novos caminhões gira em torno de 6 km/h na área da colheita.

Pertencente à categoria fora de estrada, o extrapesado Axor 3131 é o primeiro caminhão Mercedes-Benz com direção autônoma a ser utilizado numa operação diária regular no Brasil. Ele vem sendo usado, por exemplo, 24 horas por dia no trabalho de colheita no empreendimento Agro Cana Caiana, de Lençóis Paulista (SP).

“O Axor 3131 se destaca principalmente pela tecnologia e conectividade”, diz Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da empresa na América Latina. “A direção autônoma é controlada por um sistema que inclui piloto automático, GPS e georreferenciamento, sendo utilizada exclusivamente nos trechos mapeados da fazenda onde acontece a colheita”.

Segundo o executivo, dois caminhões Axor 3131 da nova leva já estão em operação. O Axor 3131 atua lado a lado com as colhedoras de cana (hoje também de condução autônoma), que fazem a colheita e o corte, já lançando a cana picada diretamente na carroçaria do caminhão.

Mas, no novo modelo, terminado o carregamento, o motorista pode assumir o controle do Axor para a etapa de transbordo aos treminhões, ou seja, o descarregamento da carga nos caminhões de maior capacidade, que completam o ciclo de transporte levando a cana às usinas de açúcar e etanol.

De modo geral, os Axor vêm sendo utilizados em substituição aos tratores, tornando o processo de transbordo mais ágil e eficiente e proporcionando, assim, maior produtividade. Eles também demandam menos consumo de combustível e apresentam menor custo operacional.