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Leilões de térmicas a gás podem trazer economia de R$ 5 bi ao ano

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Ideia é substituir os contratos com usinas a óleo, cujos preços são mais caros, por outros com GNL e, posteriormente, gás natural do pré-sal

A realização de leilões específicos para contratação de termelétricas a gás natural liquefeito (GNL), em substituição às térmicas a óleo, pode permitir ao país uma economia de R$ 5 bilhões por ano. Isto porque as usinas a gás têm preços mais competitivos na comparação com os das usinas a óleo e oferecem maior confiabilidade à segurança energética.

O MME divulgou, na semana passada, que busca soluções para reduzir o custo da energia para o consumidor por meio da realização de leilões específicos de termelétricas. O primeiro certame seria voltado para o Nordeste, onde a situação de abastecimento é considerada mais crítica, substituindo as usinas a óleo combustível e diesel, cujos contratos vencem entre 2022 e 2024 e que representam 5.163 MW em capacidade instalada, por outras a gás.

A economia se dará conforme estes empreendimentos forem sendo substituídos, acredita o presidente da Abraget, Xisto Vieira Filho.

A confiabilidade energética é outra vantagem da adoção de térmicas a gás, na avaliação do executivo. Os desligamentos no fornecimento, ocasionados por falhas no Sistema Interligado Nacional, provocam insegurança energética, exigindo o acionamento de térmicas a óleo. Prova disso foi o desligamento da linha de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte, em março deste ano, que provocou o apagão de energia em 13 estados do Nordeste.

Além disso, em função da desconfortável situação hídrica do Nordeste, as térmicas a óleo vêm sendo despachadas praticamente na base atender à região.

Quanto à opção pelo uso do GNL e não pelo gás proveniente do pré-sal para abastecimento das térmicas, o executivo acredita que a escolha se deve pelas dúvidas ainda existentes sobre o tempo necessário para que o gás vindo do pré-sal possa ser considerado como opção de fornecimento e em grandes montantes.

O leilão regional visa fomentar o aproveitamento do gás natural produzido no Brasil, especialmente na região do pré-sal e no Nordeste, estabelecendo condições para permitir o desenvolvimento de projetos a gás no mercado brasileiro. Para isso, a ANP e a EPE farão uma tomada pública de contribuições em conjunto para buscar soluções de substituição, nos contratos de fornecimento de gás, do GNL pelo gás nacional quando os projetos de produção estiverem concluídos.

Atualmente, entre os preços praticados na indústria do gás, o GNL é considerado o menos competitivo. Boletim divulgado pela Comerc Gás mostra que o produto comprado no mercado spot da Ásia chega ao Brasil a US$ 9,40 por milhão de BTU, contra US$ 7,76/milhão de BTU referente ao gás nacional cujos contratos são regidos pela nova política renegociada e US$ 6,84/milhão de BTU na modalidade nova política. Já o gás boliviano está em US$ 6,64/milhão de BTU.