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Isenção dos EUA para calçado anima exportador brasileiro

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Em meio às informações frequentes sobre a guerra comercial que o presidente dos EUA, Donald Trump, move contra a China, passou quase despercebida uma decisão do governo americano na contramão dessa tendência e que beneficia a indústria brasileira de calçados. Publicada em 13 de setembro, a lei "Miscellaneous Tariff Bill Act of 2018" prevê a redução de tarifas de mais de 1,6 mil produtos importados, incluindo calçados.

A lei, que deve vigorar de 13 de outubro até 31 de dezembro de 2020, reduz tarifas para 40 categorias de calçados, incluindo sintéticos, de couro, têxteis e de segurança. As tarifas, que variavam de 6% a 37,5%, foram zeradas para cerca de 60% dos itens exportados pelo Brasil.

Além disso, a medida coloca o Brasil em vantagem em relação à China, o maior fornecedor de calçados para os Estados Unidos, com 1,7 bilhão de pares e US$ 14,8 bilhões no ano passado. Embora beneficiados pela nova lei, os calçados chineses de couro foram taxados em 10% na recente decisão de Trump para uma lista de US$ 200 bilhoes em importações.
"Com as medidas, os calçados brasileiros chegarão ao varejo americano mais baratos. Isso pode melhorar a negociação dos fabricantes brasileiros", diz Priscila Linck, coordenadora de inteligência de mercado da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Em 2017, os EUA importaram 2,38 bilhões de pares de calçados, movimentando US$ 25,14 bilhões. O Brasil exportou apenas 12 milhões de pares aos americanos, somando US$ 204 milhões. Neste ano, os embarques vinham sendo reduzidos. A Radamés Soulmade Shoes espera ampliar as exportações de itens de couro em 15%, para 25 mil pares. A Kidy Calçados Infantis, de Birigui (SP), informou que já vai buscar novos clientes nos Estados Unidos, aproveitando o câmbio favorável e a isenção tarifária. A Bibi Calçados e a Via Uno, porém, não esperam mudanças significativas em suas exportações.