WHAT'S NEW?
Loading...

Estado tem papel estratégico no desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil, mostra estudo da CNI

Resultado de imagem para industria 4.0

O desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil depende de estratégia nacional para ser bem-sucedido. O uso estratégico do poder de compra do Estado e a construção de mecanismos de investimento eficazes exercerá papel fundamental no desenvolvimento de empresas de base tecnológica (startups).

O apoio à oferta de serviços tecnológicos voltados à difusão de tecnologias digitais, combinado com a oferta de financiamento em condições adequadas, sobretudo para PMEs, será decisivo para estimular a decisão da iniciativa privada de investir na modernização tecnológica, avalia a  Confederação Nacional da Indústria (CNI) no estudo Indústria 4.0 e Digitalização da Economia, que integra série de 43 propostas apresentadas pela entidade aos candidatos à Presidência da República.

Entre as possibilidades levantadas pela confederação, diante da perspectiva de restrição fiscal, está a estruturação de um programa de compras públicas com foco na aquisição de tecnologias digitais associadas aos serviços prestados pelo Estado à população, como soluções inovadoras para mobilidade urbana, saúde, energia e segurança. Só entre 2012 e setembro de 2017, os governos compraram R$ 306 bilhões - nos órgãos registrados no Sistema de Serviços Gerais. 

SOLUÇÕES - Por meio do mecanismo de compras públicas, o governo pode incentivar a geração e a adoção de soluções digitais. Demandas do Estado voltadas para a gestão de sistemas de transporte e para as áreas de energia, de segurança e de saúde, por exemplo.

Seriam iniciativas que contribuiriam para a difusão de tecnologias baseadas nos mesmos princípios da Indústria 4.0 que, em um segundo momento, podem ser empregadas na indústria de modo geral", afirma João Emilio Gonçalves, gerente-executivo de Política Industrial da CNI.

Outra modalidade pouco explorada no Brasil, mas com grande poder de indução tecnológica, é o instrumento de encomendas, em que o Estado lança um desafio à iniciativa privada para desenvolver soluções a problemas nacionais específicos. No caso brasileiro, caberia como forma de desenvolver tecnologias identificar possibilidades para superar crises climáticas e melhorar a mobilidade urbana, por exemplo.

Em países desenvolvidos, as encomendas tecnológicas são instrumentos bastante usados para resolver diferentes demandas públicas. Algumas das tecnologias mais presentes no cotidiano, como sistema GPS, a internet e a automação de veículos aéreos são resultados de encomendas públicas. Estima-se que cerca de 30% dos investimentos feitos nos EUA em pesquisa e desenvolvimento sejam feitos nesta modalidade.

FUNDO PARA STARTUPS - Entre as propostas entregues aos candidatos à Presidência da República, a CNI defendeu a criação de um fundo de investimento fechado com recursos da Lei de Informática para financiar projetos em automação eletrônica, fundamental para o desenvolvimento da Indústria 4.0 no país. Além de outras obrigações, como contrapartida das empresas, a Lei de Informática exige investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de no mínimo 5% do faturamento da comercialização dos produtos incentivados. Por ano, esse investimento é da ordem de R$ 1,6 bilhão. Pela proposta, parte dos recursos seriam usados para viabilizar a estruturação de um fundo de investimento destinado ao desenvolvimento de startups na área de automação eletrônica.
O desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil depende de estratégia nacional para ser bem-sucedido. O uso estratégico do poder de compra do Estado e a construção de mecanismos de investimento eficazes exercerá papel fundamental no desenvolvimento de empresas de base tecnológica (startups). O apoio à oferta de serviços tecnológicos voltados à difusão de tecnologias digitais, combinado com a oferta de financiamento em condições adequadas, sobretudo para PMEs, será decisivo para estimular a decisão da iniciativa privada de investir na modernização tecnológica, avalia a  Confederação Nacional da Indústria (CNI) no estudo Indústria 4.0 e Digitalização da Economia, que integra série de 43 propostas apresentadas pela entidade aos candidatos à Presidência da República.

Entre as possibilidades levantadas pela confederação, diante da perspectiva de restrição fiscal, está a estruturação de um programa de compras públicas com foco na aquisição de tecnologias digitais associadas aos serviços prestados pelo Estado à população, como soluções inovadoras para mobilidade urbana, saúde, energia e segurança. Só entre 2012 e setembro de 2017, os governos compraram R$ 306 bilhões - nos órgãos registrados no Sistema de Serviços Gerais. 

SOLUÇÕES - Por meio do mecanismo de compras públicas, o governo pode incentivar a geração e a adoção de soluções digitais. Demandas do Estado voltadas para a gestão de sistemas de transporte e para as áreas de energia, de segurança e de saúde, por exemplo.

Seriam iniciativas que contribuiriam para a difusão de tecnologias baseadas nos mesmos princípios da Indústria 4.0 que, em um segundo momento, podem ser empregadas na indústria de modo geral", afirma João Emilio Gonçalves, gerente-executivo de Política Industrial da CNI.

Outra modalidade pouco explorada no Brasil, mas com grande poder de indução tecnológica, é o instrumento de encomendas, em que o Estado lança um desafio à iniciativa privada para desenvolver soluções a problemas nacionais específicos. No caso brasileiro, caberia como forma de desenvolver tecnologias identificar possibilidades para superar crises climáticas e melhorar a mobilidade urbana, por exemplo.

Em países desenvolvidos, as encomendas tecnológicas são instrumentos bastante usados para resolver diferentes demandas públicas. Algumas das tecnologias mais presentes no cotidiano, como sistema GPS, a internet e a automação de veículos aéreos são resultados de encomendas públicas. Estima-se que cerca de 30% dos investimentos feitos nos EUA em pesquisa e desenvolvimento sejam feitos nesta modalidade.

FUNDO PARA STARTUPS - Entre as propostas entregues aos candidatos à Presidência da República, a CNI defendeu a criação de um fundo de investimento fechado com recursos da Lei de Informática para financiar projetos em automação eletrônica, fundamental para o desenvolvimento da Indústria 4.0 no país. Além de outras obrigações, como contrapartida das empresas, a Lei de Informática exige investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de no mínimo 5% do faturamento da comercialização dos produtos incentivados. Por ano, esse investimento é da ordem de R$ 1,6 bilhão. Pela proposta, parte dos recursos seriam usados para viabilizar a estruturação de um fundo de investimento destinado ao desenvolvimento de startups na área de automação eletrônica.